Datafolha: Eleitores de Zema e Caiado migram para Flávio Bolsonaro em 2º turno contra Lula

Levantamento aponta que o candidato do PL concentra a preferência de eleitores de Zema, Caiado e outros nomes no cenário contra Lula

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Redação
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Pesquisa Datafolha detalha a transferência de votos no segundo turno da eleição presidencial de 2026.
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Uma nova pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira revela o comportamento do eleitorado brasileiro em um eventual segundo turno na disputa presidencial. O levantamento detalha a movimentação de votos de eleitores que apoiaram outros candidatos no primeiro turno, mapeando as transferências entre os blocos políticos. O cenário avalia o confronto direto entre o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, e o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva, postulante à reeleição.

No panorama geral de segundo turno medido pelo instituto, a disputa permanece acirrada, com Lula registrando 46% das intenções de voto contra 44% de Flávio Bolsonaro. Os eleitores que declaram voto em branco ou nulo somam 8%, enquanto os indecisos representam 1%. A margem de erro oficial do levantamento geral é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, o que mantém o cenário de polarização acentuada no país.

Concentração de votos na direita

Ao analisar o comportamento dos eleitores que escolheram candidatos de centro-direita e direita no primeiro turno, o levantamento identifica uma vantagem expressiva para o candidato oposicionista. Entre o eleitorado que votou em Romeu Zema, Renan Santos, Ronaldo Caiado e Augusto Cury, Flávio Bolsonaro concentra 43% das intenções de voto. Em contrapartida, o presidente Lula capta 30% desse grupo específico, enquanto 26% optam por anular, votar em branco ou rejeitar ambos.

Essa migração de votos oriunda de lideranças eliminadas na primeira etapa do pleito é tratada como um dos pilares estratégicos para a consolidação das alianças de segundo turno. A capacidade de atrair eleitores que não votaram originalmente no candidato do PL demonstra o potencial de captação fora da base primária bolsonarista, embora com variações de intensidade conforme o perfil de cada eleitorado analisado pelo instituto de pesquisa.

Os dados detalham que a transferência de votos ocorre de maneira distinta em cada subgrupo partidário. Enquanto alguns eleitores migram de forma majoritária e fora da margem de erro para o oposicionista, outros segmentos registram divisões mais estreitas, exigindo um esforço adicional de campanha para consolidar apoios definitivos até o dia da votação oficial.

Vantagem expressiva entre mineiros

Entre os eleitores do ex-governador mineiro Romeu Zema, a vantagem de Flávio Bolsonaro é ampla e permanece fora da margem de erro específica do recorte, que é de 11 pontos percentuais. O senador chega a 48% da preferência nesse segmento, enquanto Lula marca 25%. Os votos brancos e nulos alcançam 27% entre os apoiadores do político mineiro, evidenciando uma resistência considerável em aderir aos dois principais nomes da disputa presidencial.

O desempenho consolida o candidato do PL como principal destino do eleitorado de centro-direita em Minas Gerais, estado estratégico para a configuração do pleito nacional. A proporção de eleitores que preferem se abster ou anular o voto também revela um desafio para ambas as campanhas na tentativa de convencer a base remanescente de partidos aliados que ficaram fora do páreo decisivo.

A consolidação da vantagem nesse estrato específico reforça a tese de que o arco de alianças e o posicionamento de lideranças regionais influenciam diretamente o comportamento da base de eleitores. Analistas políticos apontam que a retenção e a conquista desses votos são fundamentais para definir o equilíbrio de forças na reta final da corrida presidencial brasileira.

Cenários de empate técnico

Nos demais agrupamentos avaliados pela pesquisa, Flávio Bolsonaro também aparece numericamente à frente, mas os números configuram cenários de empate técnico devido às margens de erro dos recortes específicos. Entre os apoiadores de Ronaldo Caiado, o senador soma 43% contra 30% do petista, considerando uma margem de erro de oito pontos percentuais para este subgrupo da pesquisa.

Situação semelhante ocorre entre os eleitores de Augusto Cury, onde o candidato do PL registra 41% das intenções de voto ante 35% de Lula. Nesse estrato, a margem de erro é de seis pontos percentuais, o que demonstra uma disputa mais equilibrada entre os simpatizantes da legenda de centro, com fatias expressivas de eleitores ainda divididos ou propensos à anulação.

No caso do eleitorado de Renan Santos, o candidato oposicionista aparece com 43%, enquanto o atual presidente pontua 22%, com margem de erro de dez pontos percentuais. Embora o número aponte vantagem numérica para o senador, a oscilação estatística demonstra que a disputa por esses segmentos permanece em aberto até a definição das estratégias de mobilização final.

Metodologia e registro oficial

A pesquisa de opinião foi encomendada em conjunto pela Folha de S. Paulo e pela TV Globo para mensurar o termômetro da corrida presidencial. O instituto ouviu presencialmente um total de 4.003 pessoas com idade igual ou superior a 16 anos, abrangendo diferentes regiões do país em duas etapas distintas de campo realizadas durante o mês de setembro de 2026.

A coleta das respostas ocorreu em dois períodos distintos, compreendendo os dias 8 a 10 de setembro e de 15 a 17 de setembro de 2026. O nível de confiança estatística utilizado na divulgação do levantamento é de 95%, com a margem de erro geral estimada em quatro pontos percentuais para mais ou para menos nos cenários avaliados.

O levantamento estatístico está devidamente registrado na Justiça Eleitoral brasileira sob os números de identificação oficial BR-04029/2026 e BR-01833/2026. O registro garante a conformidade com as exigências legais estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral para a divulgação de pesquisas de intenção de voto no país.

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