As pessoas que estavam a bordo da lancha que pegou fogo no Lago Paranoá, no Distrito Federal, encontram-se estáveis após o acidente registrado no último domingo (20/9). A informação foi confirmada pelo engenheiro civil e compositor Thawan Alves, morador de Goiânia, que integrava o grupo de 15 passageiros que realizava o passeio náutico na altura do Setor de Clubes Sul.
Passageiros relatam momentos de pânico
O acidente ocorreu logo no início do percurso, após o motor da embarcação apresentar falhas mecânicas. Passageiros relataram que a embarcação parou de funcionar e que uma forte explosão seguida de chamas atingiu a parte traseira no momento em que tentavam reiniciar o motor. Com o impacto e o fogo, os ocupantes precisaram pular na água para escapar das chamas, descrevendo os momentos como um cenário dramático.
O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal foi acionado rapidamente para conter o fogo, enquanto equipes da Capitania Fluvial de Brasília, que realizavam inspeção naval nas proximidades, prestaram apoio imediato. O atendimento contou ainda com o suporte do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência para socorrer os feridos que precisaram de atendimento médico hospitalar.
A explosão ocorreu no momento em que tentavam ligar o motor, resultando em queimaduras em vários ocupantes que estavam na parte traseira da lancha durante o incidente no reservatório da capital federal.
Foi um barulho, uma explosão, e todo mundo já saiu pulando da lancha e tentando se segurar ali na beira.”
Thawan Alves
Vítimas recebem atendimento médico
Quatro pessoas sofreram queimaduras graves de primeiro, segundo e terceiro graus e precisaram ser internadas no Hospital Regional da Asa Norte. Ao longo da semana, todos os pacientes que deram entrada na unidade pública receberam alta médica após passarem pelos cuidados necessários.
Outros ocupantes também buscaram atendimento na rede de saúde devido a ferimentos leves e à perda de pertences pessoais, como aparelhos celulares, que foram consumidos pelo fogo ou perdidos durante a fuga para a água. Parentes e amigos mobilizaram-se para prestar auxílio às vítimas nos hospitais da região.
O grupo de Goiânia havia viajado ao Distrito Federal para passar o fim de semana e grande parte dos ocupantes não se conhecia previamente. A condução da embarcação estava sob a responsabilidade de um profissional contratado e habilitado para a atividade náutica.
Médica continua internada na UTI
Entre os casos que exigem maior atenção médica está o da médica dermatologista Maize Oliveira, de 34 anos. A profissional teve cerca de 50% do corpo queimado durante a ocorrência e encontra-se internada na Unidade de Terapia Intensiva de um hospital especializado em Goiânia.
Apesar da gravidade dos ferimentos, familiares informaram que o quadro de saúde da médica é considerado estável. Ela deve ser submetida a procedimentos cirúrgicos nos próximos dias para o tratamento das lesões decorrentes do fogo.
Ficou todo mundo pegando fogo, foi assim um filme de terror mesmo.”
Kênia Alves
Outros passageiros também precisarão de acompanhamento médico contínuo devido à gravidade das queimaduras e aos impactos causados pelo acidente durante o passeio de lazer nas águas do Lago Paranoá.
Autoridades investigam as causas
As autoridades competentes já iniciaram os procedimentos formais para esclarecer o que provocou a pane e a subsequente explosão da lancha. A Marinha do Brasil, por meio da Capitania Fluvial de Brasília, instaurou um inquérito administrativo para apurar as circunstâncias do incidente náutico.
Em paralelo, a Polícia Civil do Distrito Federal acionou o Instituto de Criminalística para realizar a perícia técnica no local e na embarcação. Os laudos periciais definitivos serão fundamentais para apontar a origem exata da falha mecânica e do acúmulo de vapores que geraram o fogo.
Os órgãos de segurança fiscalizam intensamente as atividades náuticas na região e deverão analisar documentos, manutenção e depoimentos de testemunhas e sobreviventes para concluir as investigações nos próximos dias.


