O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), órgão vinculado à Força Aérea Brasileira (FAB), prossegue com os trabalhos de apuração para esclarecer as causas do acidente de helicóptero que vitimou o cantor sertanejo Rick, da dupla Rick & Renner, o empresário Bruno Avelar e outras três pessoas. A tragédia ocorreu na região serrana de Santa Catarina, especificamente em uma área de mata fechada e de difícil acesso no município de Urubici.
Início da Ação Inicial
Investigadores qualificados e credenciados realizam a chamada Ação Inicial, etapa que envolve a coleta e confirmação de dados, a análise dos danos provocados à aeronave e o levantamento de informações relacionadas à ocorrência. Os trabalhos são conduzidos após a localização dos destroços do modelo Bell 430, de matrícula PP-MGR, encontrado em uma área de mata de difícil acesso na região serrana.
As buscas mobilizaram equipes da Polícia Militar, do corpo de bombeiros e da própria FAB na região de Urubici, a cerca de 59 quilômetros de São Joaquim. Além do cantor Rick e do empresário Bruno Avelar, perderam a vida no acidente o videomaker Paulo Ricardo dos Santos Soares, o piloto Antonio Roberto Nobrega de Araujo e o copiloto Leopoldo Barros Teixeira.
Etapas da investigação
Segundo o CENIPA, os elementos reunidos durante a fase inicial vão subsidiar as etapas seguintes do processo, que têm como objetivo identificar possíveis fatores que contribuíram para a queda. Quando considerado necessário, o órgão militar poderá emitir recomendações de segurança operacional para prevenir novas ocorrências semelhantes na aviação civil.
As informações coletadas no local do impacto passam por análise técnica rigorosa para determinar a dinâmica do voo. O trabalho pericial busca entender as condições enfrentadas pela tripulação antes do acidente fatal em território catarinense.
Remoção dos destroços
O CENIPA esclareceu formalmente que a responsabilidade pela retirada dos destroços e dos bens transportados cabe ao explorador da aeronave. A diretriz está prevista no Código Brasileiro de Aeronáutica e nas normas estabelecidas pelo Comando da Aeronáutica.
De acordo com o órgão, a remoção da estrutura só poderá ocorrer após a liberação definitiva do local pelo investigador responsável pelo caso e pelas autoridades policiais competentes que atuam na ocorrência.
Limpeza e segurança
Cabe ainda ao operador ou proprietário providenciar a higienização completa da área afetada pela queda. A medida tem como objetivo principal evitar riscos à segurança, à saúde pública, ao meio ambiente, a propriedades de terceiros e à coletividade em geral.
As orientações normativas buscam resguardar a região impactada após a conclusão dos trabalhos periciais iniciais pelas equipes de investigação e segurança pública.


