Haddad condiciona reajuste em SP a corte prévio de gastos

Candidato do PT ao governo paulista afirmou que reorganização orçamentária exigirá meses e criticou a queda nas reservas financeiras da gestão Tarcísio de Freitas

Da
Redação
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O candidato petista ao governo paulista defendeu a revisão de contratos e despesas de custeio durante ato político.
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O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, declarou durante ato de campanha que pretende cortar despesas e reorganizar as contas públicas do estado antes de negociar a recuperação salarial e a melhoria das condições de trabalho dos servidores públicos. A afirmação foi feita nesta terça-feira (22), em evento realizado no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, na Região Metropolitana.

Segundo o candidato petista, o processo de reorganização orçamentária exigirá alguns meses de trabalho para viabilizar as medidas de valorização do funcionalismo estadual. A proposta central da campanha envolve a revisão rigorosa de contratos vigentes e despesas de custeio para abrir espaço fiscal no orçamento paulista.

Orçamento e Prazo para Negociação

Durante o evento com trabalhadores, o postulante ao Executivo estadual reforçou que a retomada das negociações com as categorias depende diretamente de um diagnóstico prévio das contas públicas. Para o candidato, assumir compromissos financeiros sem a devida reestruturação administrativa comprometeria a execução das políticas públicas e a própria sustentabilidade fiscal do estado.

O cronograma estimado pela campanha prevê que a análise contábil e a definição de prioridades consumam os primeiros meses de eventual gestão. Nesse período, a equipe econômica pretende identificar ineficiências na máquina pública e redirecionar recursos para áreas essenciais, mantendo o diálogo com os representantes sindicais do funcionalismo.

Crítica à Redução de Reservas

Ao abordar a situação financeira atual, Haddad direcionou críticas à gestão do governador Tarcísio de Freitas. O candidato afirmou que o atual governo herdou o estado com aproximadamente R$ 22 bilhões em caixa e que o montante disponível teria caído para cerca de R$ 5 bilhões.

De acordo com o diagnóstico apresentado pelo petista, a expressiva redução das reservas financeiras restringe a margem de manobra do governo para realizar novos investimentos estruturais. A queda nos recursos livres, segundo a avaliação da campanha, torna indispensável o esforço imediato de contenção de despesas correntes.

Revisão de Contratos e Custeio

Com pouca folga orçamentária livre para novas despesas de pessoal, a alternativa apontada pelo candidato é a varredura em contratos administrativos e despesas correntes de custeio. O objetivo é estancar vazamentos financeiros e gerar saldo positivo para investimentos futuros.

A estratégia de enxugamento da máquina busca viabilizar, de forma gradual, a recuperação salarial e a modernização da infraestrutura de atendimento utilizada pelos servidores públicos. A proposta pretende equilibrar a responsabilidade fiscal com a recomposição gradual das perdas acumuladas pelas categorias.

Valorização do Serviço Público

Além da discussão estritamente orçamentária, a agenda de campanha enfatizou a necessidade de resgatar o papel estratégico do funcionalismo paulista na prestação de serviços essenciais à população. A proposta vincula o reajuste salarial à melhoria das condições estruturais de trabalho.

As diretrizes apresentadas buscam atrair e reter profissionais qualificados na administração estadual, restabelecendo canais permanentes de negociação com as entidades sindicais e assegurando maior eficiência na entrega de políticas públicas nas áreas de saúde, educação e segurança.

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