O presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, afirmou que o processo de privatização da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo precisa ser investigado. A declaração foi feita nesta terça-feira (22/9) durante um comício com representantes de movimentos sociais e culturais no Espaço Cultural Elza Soares, localizado no bairro Campos Elíseos, na região central da capital paulista.
Críticas à desestatização
Durante o ato político, Alckmin questionou os moldes da desestatização realizada pela gestão estadual liderada por Tarcísio de Freitas. O vice-presidente criticou especificamente o fato de uma companhia avaliada entre as mais valiosas do mercado ter atraído apenas um único interessado durante a operação financeira realizada no estado.
Privatizada na atual gestão paulista, a companhia de saneamento básico registrou aumento de reclamações de clientes e ocorrências de acidentes, conforme apontado durante o evento. Em julho de 2024, o Grupo Equatorial investiu em 15% da empresa por cerca de R$ 6,9 bilhões.
Debate eleitoral e governo
O vice-presidente também comentou o cenário político estadual e federal, mencionando a sabatina de Fernando Haddad, candidato ao governo de São Paulo, após ausência do atual governador em compromisso de debates. Alckmin ainda destacou dados econômicos da gestão federal, como o aumento das exportações e a queda da inflação e do desemprego.
No mesmo evento, o ex-governador de São Paulo criticou o posicionamento de adversários políticos em relação à democracia e comentou medidas econômicas de administrações anteriores, além de citar ações do governo federal contra fraudes financeiras.
Mobilização de campanha
Fernando Haddad, presente no ato ao lado de lideranças políticas, classificou a extrema direita como uma patologia política e pediu o engajamento dos movimentos sociais nas ruas durante os dias restantes até o primeiro turno das eleições estaduais.
O candidato ao governo paulista reforçou a necessidade de mobilização para reverter votos e afastar o que definiu como retrocesso político na administração do estado.
Defesa da soberania
A candidata ao Senado Marina Silva também participou do comício e discursou em prol da soberania nacional, defendendo o enfrentamento à desregulamentação do ambiente digital e a transição energética para combater o aquecimento global.
Marina recomendou a intensificação da campanha eleitoral na reta final e criticou a atuação de adversários políticos em pautas sociais e de proteção às mulheres em São Paulo.


