Tufão Dujuan cancela voos e põe 1,6 milhão sob alerta no Japão

Tempestade se aproxima da região de Tóquio com chuva extrema, ventos violentos e risco elevado de enchentes e deslizamentos

Da
Redação
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Tufão Dujuan se aproxima da capital do Japão, cancela centenas de voos e coloca 1,6 milhão sob alerta de evacuação —AFP
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O tufão Dujuan se aproxima da região leste do Japão nesta segunda-feira (21) com chuva extrema, ventos violentos e risco elevado de deslizamentos e enchentes. O sistema afetou o transporte aéreo, provocou centenas de cancelamentos e levou autoridades a emitir alertas de evacuação para aproximadamente 1,6 milhão de pessoas.

A Agência Meteorológica do Japão informou que a faixa de maior risco inclui a região de Kanto, onde fica Tóquio, além das Ilhas Izu. Em Oshima, foi emitido alerta máximo para deslizamentos depois que o acumulado de chuva ultrapassou 300 milímetros em algumas áreas.

O avanço do tufão também obrigou companhias aéreas e ferroviárias a ajustar operações. Voos foram cancelados e serviços de transporte tiveram redução ou suspensão preventiva em rotas expostas a rajadas e chuva intensa.

O Japão possui uma rede extensa de alertas meteorológicos e ordens locais de evacuação, com diferentes níveis de gravidade. Moradores em áreas de risco recebem orientações por celulares, emissoras e administrações municipais para se deslocarem antes que estradas e encostas se tornem perigosas.

A aproximação de Dujuan ocorre durante uma temporada em que o país já enfrentou outros episódios de chuva extrema. A saturação do solo aumenta a preocupação em locais montanhosos e nas ilhas, onde deslizamentos podem ocorrer mesmo depois de a precipitação mais intensa diminuir.

Chuva supera 300 milímetros

As Ilhas Izu registraram alguns dos maiores acumulados antes da aproximação do centro do sistema. Em pontos do arquipélago, a chuva passou de 300 milímetros em curto intervalo.

A combinação de solo encharcado e novas precipitações elevou o risco de deslizamentos. Autoridades locais recomendaram que moradores de áreas vulneráveis deixassem suas casas antes da piora das condições.

A agência meteorológica alertou ainda para a possibilidade de formação de bandas lineares de chuva, estruturas que mantêm tempestades concentradas sobre uma mesma faixa durante várias horas.

Esse tipo de fenômeno pode produzir enchentes repentinas mesmo em locais onde rios e drenagens pareciam estáveis pouco antes.

Voos sofrem centenas de cancelamentos

As condições meteorológicas afetaram aeroportos que atendem Tóquio e outras cidades do leste japonês. Companhias cancelaram centenas de voos ao longo do dia e recomendaram que passageiros confirmassem o status das viagens antes de sair de casa.

Também houve mudanças em serviços ferroviários, especialmente linhas expostas a vento forte e áreas costeiras. Operadoras japonesas costumam reduzir velocidade ou suspender trechos quando rajadas ultrapassam limites de segurança.

O impacto alcançou eventos esportivos. Provas de hipismo dos Jogos Asiáticos em Aichi foram adiadas por causa da passagem do sistema.

Tóquio entra na faixa de risco

Mesmo sem passagem direta do olho sobre a capital, Tóquio pode receber chuva intensa e rajadas fortes porque a circulação do tufão alcança uma área extensa do Pacífico japonês.

Autoridades emitiram orientações para evitar deslocamentos desnecessários durante os períodos mais severos. Moradores foram alertados sobre risco de rios transbordarem, quedas de árvores e interrupções de energia.

O primeiro-ministro Sanae Takaichi adiou em quatro horas sua saída para a Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova York devido às condições provocadas pelo tufão.

Sistema avança pelo Pacífico

Dujuan deve continuar se deslocando próximo à costa leste japonesa antes de perder força sobre o Pacífico. A trajetória pode mudar conforme a interação com sistemas atmosféricos de latitudes mais altas.

Mesmo após o afastamento do centro, áreas que receberam chuva extrema permanecem sob risco de deslizamento porque o solo demora a perder saturação.

A Agência Meteorológica recomenda acompanhar avisos municipais e ordens de evacuação. As condições locais podem mudar rapidamente, sobretudo em ilhas, encostas e margens de rios.

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