Bebê sofre queimaduras com soda cáustica e é levado a Goiânia

Criança foi atingida no rosto durante produção de sabão caseiro em Catalão; bombeiros fizeram descontaminação e quadro foi informado como estável.

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Redação
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Um bebê de aproximadamente 1 ano e 9 meses sofreu queimaduras no rosto após entrar em contato com soda cáustica durante a produção de sabão caseiro em Catalão, no sudeste de Goiás. O acidente ocorreu no sábado, 19, e a criança precisou ser transferida para Goiânia depois do primeiro atendimento feito pelo Corpo de Bombeiros e pela Santa Casa do município.

Segundo o relato repassado aos bombeiros, a criança teria lançado um objeto no local onde estava a substância, provocando respingos. Os militares encontraram o bebê chorando, bastante agitado e com lesões na face. O estado de saúde foi informado como estável após o atendimento inicial.

Mãe buscou ajuda no batalhão

A mãe chegou ao pátio do 10º Batalhão Bombeiro Militar por volta das 15h35 com a criança nos braços e pediu socorro à equipe de plantão. Os bombeiros iniciaram imediatamente os procedimentos de descontaminação da região atingida.

O rosto foi irrigado com água para remover resíduos do produto químico. Em seguida, a criança foi levada ao pronto-socorro da Santa Casa de Catalão, onde passou por avaliação médica.

Informações obtidas após o primeiro atendimento indicaram redução do inchaço facial. Apesar da melhora, a criança tinha dificuldade para abrir os olhos, o que levou à decisão de encaminhá-la para atendimento especializado na capital.

A transferência foi feita para uma unidade oftalmológica em Goiânia. O objetivo era permitir avaliação mais detalhada da região dos olhos, considerada especialmente sensível em ocorrências envolvendo substâncias corrosivas.

Contato ocorreu durante sabão

A família produzia sabão caseiro quando aconteceu o acidente. A soda cáustica, também conhecida como hidróxido de sódio, é usada em algumas receitas artesanais, mas possui ação corrosiva e pode provocar queimaduras quando entra em contato com pele e mucosas.

A versão inicial é baseada no relato da mãe aos socorristas. As circunstâncias exatas do contato ainda não foram detalhadas além da informação de que um objeto teria atingido o local onde a substância estava, fazendo o produto respingar.

O episódio ocorreu dentro de um ambiente doméstico, onde crianças pequenas podem alcançar recipientes, utensílios ou áreas de preparo em poucos segundos. Produtos corrosivos exigem armazenamento e manuseio longe do alcance infantil.

Face exige avaliação especializada

Queimaduras químicas podem continuar causando dano enquanto a substância permanece em contato com o tecido. A gravidade depende de fatores como tipo do agente, concentração, quantidade, tempo de exposição e região atingida.

O Ministério da Saúde classifica lesões causadas por substâncias químicas como queimaduras e orienta que casos que atinjam face e olhos recebam avaliação hospitalar. Em crianças, a necessidade de observação é ainda maior por causa da menor superfície corporal e da vulnerabilidade de estruturas como olhos e vias aéreas.

No atendimento em Catalão, os bombeiros realizaram irrigação da face antes do transporte. A transferência para Goiânia ocorreu justamente para ampliar a avaliação especializada após o contato na região facial.

Até a última atualização disponível, o quadro geral da criança era estável. Não havia informação pública sobre lesão permanente ou necessidade de procedimento cirúrgico.

Ministério orienta atendimento rápido

Em orientações gerais sobre queimaduras, a Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde recomenda interromper o contato com o agente e resfriar a área atingida com água corrente fria e jato suave. Casos provocados por substâncias químicas precisam de avaliação médica urgente, especialmente quando atingem regiões sensíveis.

Cuidados gerais após queimaduras
Orientação Conduta indicada
Área atingida Usar água corrente fria com jato suave, conforme orientação de saúde
Produtos caseiros Não aplicar manteiga, café, creme dental ou outras substâncias
Bolhas e tecidos Não furar bolhas nem retirar material aderido
Queimadura química Buscar atendimento médico com urgência
Fonte: Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde

As recomendações gerais não substituem a avaliação de uma equipe de emergência, especialmente quando o produto envolvido é corrosivo. Em situações graves, os serviços de emergência podem ser acionados pelos telefones 192, do Samu, e 193, do Corpo de Bombeiros.

No caso de Catalão, a procura imediata pelo batalhão permitiu iniciar a descontaminação antes do encaminhamento hospitalar. A criança seguiu para Goiânia para continuidade dos cuidados especializados após as lesões observadas no rosto.

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