Mulher de 26 anos é morta pelo ex dentro de carro em São Paulo

Yasmin de Souza Macedo foi baleada na zona norte da capital; ex-namorado também morreu após atirar contra si mesmo

Da
Redação
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Yasmin de Souza Macedo foi baleada na zona norte da capital; ex-namorado também morreu após atirar contra si mesmo
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Yasmin de Souza Macedo, de 26 anos, foi morta a tiros pelo ex-namorado, Wesley dos Santos Gomes, também de 26 anos, na noite de quinta-feira, 17 de setembro, no Jardim Cachoeira, na zona norte de São Paulo. O crime ocorreu dentro de um carro estacionado na rua onde a vítima morava.

Segundo o boletim de ocorrência, o irmão de Yasmin se aproximou do veículo ao perceber que Wesley estava parado no local. O adolescente ouviu um disparo e viu a irmã cair ferida para fora do carro. Logo depois, escutou um segundo tiro e encontrou o ex-namorado ferido dentro do veículo.

Yasmin foi socorrida pela mãe e levada ao Hospital da Cachoeirinha. Wesley recebeu atendimento e foi encaminhado ao Hospital do Mandaqui. Os dois morreram após os ferimentos.

A Polícia Civil registrou o caso como feminicídio, posse ou porte ilegal de arma de fogo e suicídio na 4ª Delegacia de Defesa da Mulher Norte.

Crime ocorreu perto da casa

O episódio aconteceu na rua onde Yasmin morava, no Jardim Cachoeira. O carro de Wesley estava estacionado no local quando o irmão da vítima voltou do trabalho e percebeu a presença do ex-namorado.

O boletim de ocorrência relata que a porta do passageiro estava aberta quando o adolescente se aproximou.

Foi nesse momento que ele ouviu o primeiro disparo e viu Yasmin cair ferida para fora do veículo.

Depois de ouvir o segundo tiro, o irmão correu para casa e pediu ajuda aos familiares.

Vítima foi levada ao hospital

A mãe de Yasmin levou a filha ao Hospital da Cachoeirinha após o disparo.

Wesley também recebeu socorro e foi encaminhado inicialmente para atendimento médico antes de ser transferido ao Hospital do Mandaqui.

Apesar das tentativas das equipes médicas, os dois não resistiram aos ferimentos.

A confirmação das mortes passou a integrar o registro policial e a investigação sobre a dinâmica do crime.

Família relatou ameaças anteriores

Segundo familiares ouvidos na apuração, Yasmin e Wesley haviam encerrado recentemente um relacionamento que durou cerca de um ano.

O casal já vinha enfrentando conflitos antes do crime.

O boletim de ocorrência aponta que Wesley ameaçava tirar a própria vida caso Yasmin não permanecesse com ele.

Relatos de familiares também indicam que havia episódios anteriores de comportamento agressivo e ameaças após o término.

Polícia apreendeu arma no local

A Secretaria da Segurança Pública informou que a arma utilizada no episódio foi apreendida.

A perícia foi acionada para examinar o veículo, a arma e os demais elementos encontrados no local.

As diligências também incluem a análise da sequência dos disparos e de eventuais imagens de câmeras de segurança da região.

Esses elementos devem ajudar a Polícia Civil a reconstruir com precisão os momentos que antecederam o crime.

Caso é tratado como feminicídio

O registro foi feito na 4ª Delegacia de Defesa da Mulher Norte como feminicídio, posse ou porte ilegal de arma de fogo e suicídio.

Feminicídio é a classificação penal aplicada quando uma mulher é morta em razão de sua condição de mulher, incluindo situações relacionadas à violência doméstica e familiar.

No caso de Yasmin, a investigação considera o vínculo afetivo anterior e as circunstâncias relatadas sobre o fim do relacionamento.

A apuração policial ainda reúne documentos, depoimentos e provas periciais para concluir formalmente o caso.

Violência pode ser denunciada

Casos de violência contra a mulher podem ser denunciados pelo telefone 180, a Central de Atendimento à Mulher, serviço nacional que recebe relatos e orienta vítimas e familiares.

Em situações de emergência ou risco imediato, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190.

Delegacias de Defesa da Mulher também recebem registros e pedidos de orientação relacionados a violência doméstica, ameaça e perseguição.

O caso de Yasmin reforça a importância de tratar ameaças após o fim de relacionamentos como sinais de risco que precisam ser levados a sério e comunicados às autoridades.

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