Luiz Inácio Lula da Silva embarcou neste domingo, 20 de setembro, para Nova York, onde participará da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas. Antes da viagem, o presidente afirmou que o Brasil levará ao encontro uma mensagem de soberania, paz e diálogo.
Em publicação no X, Lula disse que o país “respeita todo mundo e exige respeito”. A declaração antecipa a linha política que o governo pretende apresentar na abertura do debate geral, marcada para esta semana.
O voo deixou Brasília por volta das 10h30. Durante a ausência de Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin assume interinamente a Presidência da República.
Lula defende soberania
Na mensagem publicada antes do embarque, Lula afirmou que representará um país soberano, de economia forte e que cuida de sua população e de suas riquezas.
O presidente também associou essa defesa ao respeito entre os países e à busca de soluções por meio do diálogo.
“Somos um país soberano, de economia forte e que cuida da sua população e das suas riquezas. Que respeita todo mundo e exige respeito”.
Luiz Inácio Lula da Silva
A declaração conecta a agenda internacional à defesa da autonomia brasileira em temas políticos, econômicos e diplomáticos.
O governo também pretende tratar de multilateralismo, conflitos internacionais e da necessidade de maior equilíbrio nas estruturas de decisão da ONU.
Brasil abre o debate
O Brasil mantém a tradição de fazer o primeiro discurso do debate geral da Assembleia, seguido pelo representante dos Estados Unidos.
Esta será a 11ª participação de Lula na Assembleia Geral. A edição de 2026 reúne representantes dos 193 Estados-membros da organização.
Além do pronunciamento no plenário, a agenda presidencial inclui encontros com autoridades internacionais e reunião com o secretário-geral da ONU, António Guterres.
Até esta atualização, não havia confirmação de uma reunião bilateral formal entre Lula e Donald Trump durante a passagem por Nova York.
Reforma volta à pauta
Outro tema previsto no discurso brasileiro é a reforma do Conselho de Segurança da ONU.
O colegiado tem cinco membros permanentes com poder de veto: Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido.
O Brasil defende há anos uma composição mais representativa e a ampliação do número de assentos permanentes.
Lula deve voltar a mencionar a necessidade de presença africana no grupo, ponto que já apareceu em pronunciamentos anteriores do presidente na Assembleia.
Assembleia reúne 193 países
A Assembleia Geral é o principal fórum deliberativo da ONU e reúne todos os países membros, cada um com direito a um voto.
A edição deste ano ocorre entre 22 e 28 de setembro, em Nova York, com discursos de chefes de Estado, chefes de governo e representantes diplomáticos.
O tema oficial é “Restaurar a confiança, gerenciar a transformação: uma Organização das Nações Unidas que atenda a todas as pessoas”.
Além dos discursos, a semana concentra reuniões bilaterais, encontros multilaterais e negociações diplomáticas paralelas. Esse formato amplia a importância da viagem para temas que vão além do pronunciamento no plenário.
O contexto institucional ajuda a situar a fala de Lula: o discurso brasileiro será apresentado em um espaço no qual soberania, segurança internacional, desenvolvimento e reforma da governança global são debatidos por todos os membros da organização.


