João Fonseca vira sobre Stricker e põe Brasil na frente na Copa Davis

Brasileiro voltou após mais de um mês sem competir, superou lesão abdominal e venceu por 4/6, 6/3 e 6/2 no Rio

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Redação
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Brasileiro voltou após mais de um mês sem competir, superou lesão abdominal e venceu por 4/6, 6/3 e 6/2 no Rio
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João Fonseca voltou às quadras nesta sexta-feira, 18 de setembro, com uma vitória que reuniu recuperação física, pressão de jogar em casa e reação dentro da partida. O brasileiro derrotou o suíço Dominic Stricker de virada, por 4/6, 6/3 e 6/2, na Farmasi Arena, no Rio de Janeiro, e colocou o Brasil em vantagem no confronto da Copa Davis contra a Suíça.

O resultado abriu 1 a 0 para a equipe brasileira na série válida pelo Grupo Mundial I. O vencedor do duelo entre os países avança para a fase qualificatória do Grupo Mundial de 2027, etapa que define as seleções que seguem na disputa pela elite da competição.

A vitória também marcou o retorno oficial de Fonseca depois de mais de um mês afastado. O número 29 do ranking mundial havia sentido uma lesão abdominal no Masters 1000 de Cincinnati e acabou fora do US Open, o que aumentou a expectativa sobre sua condição física para defender o Brasil.

Mesmo sem se considerar totalmente recuperado, Fonseca conseguiu elevar o nível depois de perder o primeiro set e dominou as duas parciais seguintes. A reação diante da torcida carioca deu ao Brasil o primeiro ponto de uma série prevista para até cinco partidas.

Stricker começa melhor

Dominic Stricker entrou na quadra como o número 262 do ranking da ATP, mas conseguiu impor dificuldades desde o início. O suíço aproveitou melhor os momentos decisivos do primeiro set e fechou a parcial por 6/4, frustrando a tentativa do brasileiro de iniciar o confronto com controle do placar.

Fonseca ainda buscava ritmo competitivo depois do período longe das partidas oficiais. A ausência desde agosto era um fator relevante, principalmente porque o retorno aconteceu diretamente em uma competição por equipes e diante de uma arena preparada para pressionar o adversário.

O primeiro set mostrou que a diferença de ranking não seria suficiente para transformar a partida em um compromisso simples. Stricker variou bem as jogadas e obrigou o brasileiro a encontrar soluções para mudar o padrão do confronto.

Para o Brasil, o cenário ganhou peso porque Fonseca entrou em quadra como principal nome da equipe. A derrota na primeira parcial colocou o jovem diante da necessidade de reagir rapidamente para evitar que a Suíça assumisse a dianteira logo no jogo de abertura.

Fonseca muda o jogo

A resposta veio no segundo set. Fonseca passou a controlar melhor as trocas, aumentou a pressão sobre o serviço do rival e reduziu os espaços para Stricker conduzir os pontos. A melhora se refletiu no placar de 6/3, que levou a partida para a parcial decisiva.

No terceiro set, o brasileiro manteve o impulso e abriu vantagem mais confortável. A combinação entre intensidade, apoio da torcida e maior regularidade permitiu que Fonseca fechasse o confronto com 6/2 e confirmasse a virada.

A vitória foi a quinta de Fonseca em sete partidas disputadas por ele na Copa Davis. O retrospecto reforça a importância adquirida pelo brasileiro na equipe nacional desde a estreia na competição, em 2024.

Também foi a primeira vez que Fonseca disputou um confronto de Copa Davis em território brasileiro. O cenário no Rio acrescentou um componente emocional a uma partida que já carregava a expectativa pelo retorno depois da lesão.

Retorno emociona brasileiro

Depois do último ponto, Fonseca demonstrou emoção e chorou em quadra. A reação refletiu o período de incerteza que antecedeu a competição, já que a lesão abdominal o tirou de torneios importantes e interrompeu sua sequência na temporada.

O tenista reconheceu após a vitória que não chegou ao confronto em sua melhor condição física. Ele também associou o triunfo a um momento relevante para recuperar confiança depois das dificuldades enfrentadas ao longo do ano.

Foi um jogo importante para minha jornada no tênis.

João Fonseca, à CazéTV

Fonseca afirmou ainda que a vitória pode contribuir não apenas para a sequência da temporada, mas para seu amadurecimento como jogador. A avaliação ganhou peso porque o brasileiro precisou reagir em um jogo no qual começou atrás e ainda administrava limitações físicas.

O retorno ocorre em um momento em que Fonseca tenta recuperar continuidade no circuito. Ele havia deixado Cincinnati por causa do problema abdominal e não conseguiu disputar o US Open, um dos principais torneios do calendário.

Brasil ganha vantagem

O ponto conquistado por Fonseca colocou pressão sobre a equipe suíça na sequência do confronto. Ainda nesta sexta-feira, Gustavo Heide teria pela frente Stan Wawrinka, ex-número 3 do mundo e campeão de três torneios de Grand Slam.

A série é disputada em melhor de cinco partidas. Para vencer o confronto, uma seleção precisa chegar a três triunfos, o que transforma cada jogo em uma parte decisiva da disputa pela vaga na fase qualificatória de 2027.

O Brasil também conta com Matheus Pucinelli e com os duplistas Rafael Matos e Orlando Luz. A formação foi montada para oferecer alternativas tanto nas partidas de simples quanto no duelo de duplas programado para o segundo dia.

A Suíça, por sua vez, tem Wawrinka como seu nome mais experiente e Stricker como uma das peças centrais da equipe. O resultado da abertura obriga os suíços a buscar reação para evitar que o Brasil amplie a vantagem antes das partidas de sábado.

Lesão exigiu cautela

A presença de Fonseca na Copa Davis vinha cercada por dúvidas desde que o brasileiro interrompeu sua participação no Masters 1000 de Cincinnati. O problema abdominal o afastou do US Open e exigiu tratamento antes da volta às quadras.

Mesmo com a recuperação, o próprio jogador deixou claro que ainda não se considera em condição plena. Essa avaliação torna relevante a maneira como a comissão brasileira administra sua utilização durante o restante da série contra a Suíça.

Se o confronto chegar ao quarto jogo, Fonseca pode enfrentar Wawrinka. A presença do brasileiro nessa partida dependerá tanto da necessidade esportiva quanto da avaliação de sua condição física depois do esforço feito contra Stricker.

O calendário seguinte também pesa nessa decisão. Fonseca tenta retomar a temporada sem transformar o retorno em um risco de novo afastamento, especialmente depois de perder semanas importantes de competição.

Vaga segue em disputa

A vitória de Fonseca foi um passo importante, mas não encerra a missão brasileira. A série contra a Suíça continua e pode exigir até cinco jogos antes da definição do país classificado para a próxima etapa da Copa Davis.

O confronto no Rio também tem valor simbólico para o jovem brasileiro. Jogar diante da torcida nacional e conseguir uma virada logo na volta ao circuito oferece um resultado esportivo e emocional em um momento de reconstrução da temporada.

Brasil e Suíça já haviam se enfrentado duas vezes na história da Copa Davis antes desta série, com uma vitória para cada lado. O duelo atual, portanto, também serve como desempate no histórico entre as seleções.

Depois de sair atrás no primeiro set, Fonseca conseguiu transformar uma estreia tensa em um ponto fundamental para o Brasil. A equipe agora tenta aproveitar a vantagem construída pelo seu principal jogador para confirmar a classificação no restante do confronto.

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