João Fonseca abre duelo da Copa Davis contra a Suíça no Rio

Principal tenista brasileiro retorna após lesão abdominal e enfrenta Dominic Stricker na Farmasi Arena pelo Grupo Mundial I

Da
Redação
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João Fonseca retorna às competições oficiais pela equipe brasileira na Copa Davis.
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O Brasil inicia nesta sexta-feira uma etapa decisiva na Copa Davis ao receber a Suíça na Farmasi Arena, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. O confronto, válido pelo Grupo Mundial I, marca o retorno do principal tenista do país, João Fonseca, que ficou um mês afastado das quadras devido a uma lesão abdominal. O duelo ocorre em quadra dura e conta com transmissão ao vivo da CazéTV.

A abertura da série de partidas fica por conta de João Fonseca, que encara o tenista suíço Dominic Stricker às 15h. O brasileiro não disputa uma partida oficial desde 16 de agosto, quando abandonou o Masters 1000 de Cincinnati, nos Estados Unidos, com dores no abdômen. Ele voltou ao Rio de Janeiro para tratamento e precisou ficar fora do US Open.

Retorno sem ritmo ideal

Sem dar detalhes profundos sobre sua real condição física, o tenista carioca admitiu que gostaria de estar melhor preparado para o compromisso. Fonseca afirmou que retomou os treinamentos em quadra apenas na semana passada, correndo contra o tempo para defender as cores da equipe nacional.

Gostaria, sim, de estar melhor fisicamente, mas tentei me recuperar o mais rápido possível. A Davis é muito importante para mim desde o juvenil, declarou o atleta ao projetar o confronto desta sexta-feira.

Do outro lado, a Suíça chega ao Rio de Janeiro com desfalques importantes e aposta em Dominic Stricker como principal peça. Aos 24 anos, o canhoto europeu ocupa atualmente a 262ª posição no ranking mundial e teve participação limitada no circuito principal ao longo desta temporada.

Segundo duelo de simples

Após a partida de abertura entre Fonseca e Stricker, a programação do primeiro dia reserva o confronto entre o brasileiro Gustavo Heide e o veterano Stan Wawrinka. O paulista vive o melhor momento de sua carreira e busca consolidar seu espaço na equipe nacional diante de um adversário histórico.

Wawrinka, ex-número 3 do mundo e dono de três títulos de Grand Slam, cumpre sua última temporada como profissional aos 41 anos. O tenista suíço mais bem colocado no ranking atualmente lidera o time europeu nesta fase eliminatória da competição por países.

A disputa na capital fluminense vale uma vaga direta na elite da Copa Davis em 2027. O vencedor do mata-mata avança para a fase final do torneio, pulando a etapa de playoffs prevista para o início da próxima temporada.

Programação de duplas

No sábado, a partir das 14h, a definição do confronto prossegue com a partida de duplas. O Brasil será representado por Orlando Luz e Rafael Matos, enquanto a Suíça escalou Jakub Paul ao lado de Dominic Stricker para tentar surpreender os sul-americanos.

Como o regulamento da competição prevê séries em melhor de cinco partidas, novos duelos de simples podem ocorrer caso nenhuma das equipes alcance três vitórias antecipadamente. A programação oficial contempla eventuais confrontos entre os principais nomes dos dois países.

Os capitães de ambas as equipes mantêm a prerrogativa de realizar alterações na escalação oficial até uma hora antes do início de cada partida. Essa flexibilidade tática costuma marcar os confrontos eliminatórios da principal competição do tênis mundial.

Histórico do confronto

O retrospecto entre brasileiros e suíços na competição aponta igualdade histórica com duas partidas disputadas até o momento. O Brasil venceu o primeiro duelo em 1954, enquanto os europeus levaram a melhor no encontro realizado em 1992.

Atualmente na 18ª colocação do ranking da Copa Davis, o time brasileiro tenta aproveitar o fator casa, algo que não ocorria há três anos. A melhor campanha do país na história do torneio continua sendo a chegada às semifinais, alcançada pela última vez em 2000.

Do lado suíço, a equipe busca repetir o feito de 2014, quando conquistou seu único título da competição liderada por Roger Federer e pelo próprio Stan Wawrinka. O confronto no Rio de Janeiro define qual das duas nações seguirá viva na luta pelo troféu.

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