O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, criticou nesta sexta-feira, 18 de setembro, as plataformas de apostas e afirmou que pretende endurecer o combate a jogos clandestinos caso seja eleito. As declarações foram dadas em entrevista ao canal da Gazeta do Povo no YouTube.
Caiado associou as apostas a problemas financeiros e de saúde mental e afirmou que a expansão do setor tem provocado efeitos negativos em famílias brasileiras. As declarações representam a posição política do candidato e não substituem dados oficiais ou diagnósticos médicos individuais.
O candidato também disse que pretende criar um Ministério da Segurança Pública e integrar Coaf, Receita Federal, Comissão de Valores Mobiliários e Polícia Federal em um sistema de inteligência voltado a identificar operações clandestinas.
A proposta de Caiado mira principalmente a fiscalização e o combate a operadores ilegais, enquanto o mercado de apostas de quota fixa continua sujeito ao marco regulatório federal em vigor.
Caiado ataca expansão das bets
Durante a entrevista, Caiado afirmou ser contrário às bets e classificou o avanço da jogatina como um problema para famílias brasileiras.
Ele também relacionou a dependência em jogos a impactos na educação, no orçamento doméstico e na saúde.
Essa jogatina está levando o desastre à família brasileira.
Ronaldo Caiado
As falas integram o discurso eleitoral do candidato e não significam alteração imediata nas regras das apostas autorizadas no país.
Caiado afirmou ainda falar a partir de sua formação médica ao mencionar a ludopatia, termo associado ao transtorno relacionado a jogos.
Proposta cria estrutura federal
O candidato disse que pretende criar um Ministério da Segurança Pública caso seja eleito.
A pasta teria atuação articulada com órgãos responsáveis por fiscalização financeira, tributária e criminal.
Entre as instituições citadas estão o Coaf, a Receita Federal, a CVM e a Polícia Federal.
Segundo Caiado, a integração permitiria cruzar dados e acompanhar operações consideradas suspeitas.
Inteligência artificial entra no plano
Caiado também mencionou o uso de inteligência artificial para apoiar a identificação de redes de jogos clandestinos.
Ele não detalhou arquitetura, orçamento ou modelo jurídico do sistema proposto.
O uso de tecnologia nesse tipo de fiscalização dependeria de regras de proteção de dados, acesso a informações e competências legais de cada órgão.
Esses elementos teriam de ser definidos em medidas administrativas ou legislativas posteriores.
Mercado regulado segue ativo
As bets autorizadas operam sob regras federais específicas de licenciamento, publicidade, prevenção à lavagem de dinheiro e tributação.
O marco regulatório distingue operadores autorizados de plataformas clandestinas.
O combate a sites sem licença é uma frente diferente da discussão sobre restringir ou proibir empresas legalmente autorizadas.
A proposta apresentada por Caiado, portanto, precisaria definir com precisão qual tratamento seria dado a cada grupo.
Debate envolve saúde pública
O crescimento das apostas também ampliou discussões sobre endividamento, comportamento compulsivo e proteção de consumidores vulneráveis.
Especialistas e autoridades têm defendido mecanismos de autoexclusão, limites de publicidade e identificação de padrões de risco.
Essas medidas convivem com propostas mais restritivas, como as defendidas por Caiado durante a campanha.
O impacto efetivo de cada modelo depende de fiscalização, adesão dos operadores e capacidade de retirar plataformas clandestinas do mercado.
Tema entra na campanha
As bets passaram a aparecer com mais frequência no debate eleitoral de 2026.
Candidatos usam o tema para discutir segurança pública, saúde, arrecadação e proteção das famílias.
Caiado escolheu uma posição crítica e associou o problema a uma futura estrutura federal de inteligência.
Como se trata de proposta eleitoral, sua implementação dependeria de vitória, desenho institucional e aprovação das medidas necessárias.


