Os aeroportos brasileiros receberam 431 mil turistas internacionais a mais em 2026 na comparação com o período correspondente do ano anterior, segundo dados divulgados sobre o fluxo de visitantes estrangeiros. O resultado reforça a recuperação e a expansão da conectividade aérea internacional no país.
O aumento ocorre depois de o Brasil ter fechado 2025 com 9,2 milhões de turistas estrangeiros, um recorde histórico. Em 2026, o transporte aéreo continua sendo uma das principais portas de entrada para visitantes vindos de mercados como Argentina, Estados Unidos, Chile e países europeus.
Dados da Embratur elaborados com base em registros migratórios da Polícia Federal já apontavam, nos primeiros meses do ano, crescimento relevante das chegadas por via aérea. Estados com aeroportos internacionais vêm registrando expansão de dois dígitos em vários mercados.
O avanço de 431 mil visitantes por aeroportos indica que a expansão do turismo internacional está associada não apenas ao volume total de chegadas, mas também ao fortalecimento das rotas aéreas.
Fluxo aéreo ganha força
O transporte aéreo responde por parcela importante das entradas de turistas estrangeiros no Brasil. A ampliação de frequências e rotas internacionais aumentou a capacidade de chegada direta a diferentes estados.
São Paulo permanece como principal porta de entrada aérea, seguido por outros destinos com grande oferta internacional, como Rio de Janeiro e aeroportos do Sul e do Nordeste.
O crescimento também aparece fora dos maiores terminais. Estados como Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Norte registraram altas importantes nas chegadas internacionais ao longo de 2026.
Esse movimento reduz a concentração histórica do turismo estrangeiro em poucos aeroportos e amplia a distribuição de visitantes por diferentes regiões.
Brasil vem de recorde
Em 2025, o país recebeu cerca de 9,2 milhões de turistas internacionais, avanço expressivo em relação a 2024. O desempenho consolidou um novo patamar para o turismo receptivo brasileiro.
O crescimento foi impulsionado especialmente pela América do Sul, com forte presença de argentinos, chilenos e paraguaios, além da recuperação dos mercados dos Estados Unidos e da Europa.
O resultado de 2026 mostra continuidade dessa tendência. Mesmo sem reproduzir em todos os meses as mesmas taxas de expansão do ano anterior, o volume de chegadas permanece elevado.
Para o setor, a manutenção do crescimento depende de conectividade, custo das passagens, câmbio, promoção internacional e infraestrutura nos destinos.
São Paulo segue na liderança
São Paulo continua sendo o principal portão de entrada de estrangeiros por via aérea. Em 2025, o estado recebeu 2,7 milhões de turistas internacionais, com destaque para visitantes dos Estados Unidos e da Argentina.
O Aeroporto Internacional de Guarulhos concentra grande parte desse movimento por operar como principal hub internacional do país.
Campinas também ampliou a movimentação internacional em Viracopos, que superou 1 milhão de passageiros em voos internacionais em 2025.
A presença de dois grandes aeroportos internacionais ajuda a sustentar a liderança paulista tanto em viagens de lazer quanto de negócios.
Nordeste amplia participação
Destinos nordestinos aparecem entre os maiores crescimentos de 2026. A Bahia, por exemplo, ultrapassou 100 mil visitantes internacionais no primeiro semestre e registrou forte expansão em relação ao ano anterior.
Pernambuco e Rio Grande do Norte também apresentaram taxas elevadas em determinados períodos, apoiadas por novas frequências aéreas e maior promoção internacional.
A abertura de voos diretos reduz conexões domésticas e torna destinos regionais mais acessíveis a viajantes estrangeiros.
Esse efeito é especialmente importante para cidades cuja economia depende de hotelaria, gastronomia, eventos e serviços ligados ao turismo.
Turismo movimenta receitas
O crescimento do número de visitantes internacionais tem impacto sobre receitas em moeda estrangeira. Gastos de turistas ajudam setores como hospedagem, alimentação, transporte, comércio e entretenimento.
No primeiro quadrimestre de 2026, despesas de visitantes estrangeiros no Brasil já haviam mostrado alta na comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo dados oficiais divulgados pelo governo.
A expansão das receitas depende não apenas da quantidade de turistas, mas também do tempo de permanência e do gasto médio por viagem.
Destinos e empresas do setor buscam ampliar a estadia e diversificar experiências para transformar o aumento das chegadas em maior impacto econômico.
Rotas sustentam crescimento
A malha aérea internacional é um dos pilares da estratégia de expansão do turismo receptivo. Novas rotas e aumento de frequências ampliam a oferta de assentos e reduzem barreiras de acesso ao país.
Companhias aéreas têm reforçado ligações entre o Brasil e mercados da América do Sul, América do Norte e Europa. Aeroportos regionais também buscam novas operações internacionais.
A continuidade do avanço dependerá de demanda, custos operacionais, acordos comerciais e capacidade dos terminais de absorver o crescimento.
O acréscimo de 431 mil turistas internacionais nos aeroportos em 2026 indica que, até o momento, a aviação segue contribuindo para a expansão do turismo estrangeiro no Brasil.


