Campanha de Lula declara R$ 120 mil em aluguel do estádio usado no ato de lançamento

Pagamento ao São Bernardo Futebol Clube consta das despesas eleitorais do evento de 16 de agosto no Estádio 1º de Maio

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Redação
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Rebeca Ligabue/Metrópoles
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A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva registrou uma despesa de R$ 120 mil pelo aluguel do Estádio 1º de Maio, em São Bernardo do Campo, onde o candidato do PT lançou oficialmente sua campanha à reeleição em 16 de agosto. O pagamento foi destinado ao São Bernardo Futebol Clube, responsável pela administração do estádio.

A despesa integra os registros de gastos eleitorais que candidatos e partidos precisam prestar à Justiça Eleitoral. O Tribunal Superior Eleitoral abriu nesta semana a consulta às contas parciais das campanhas, com informações sobre receitas, fornecedores e pagamentos realizados desde o início oficial do período eleitoral.

Evento abriu campanha

Lula escolheu São Bernardo do Campo por sua relação histórica com a cidade e com o movimento sindical do ABC paulista. O Estádio 1º de Maio, também conhecido como Vila Euclides, foi cenário de grandes assembleias de metalúrgicos durante a ditadura.

O ato de 16 de agosto marcou a estreia formal da campanha e reuniu militantes, dirigentes partidários e aliados. Lula utilizou o discurso para comparar seus governos com a administração de Jair Bolsonaro e pedir mobilização aos apoiadores.

A estrutura ocupou arquibancadas e parte do gramado. O PT afirmou que dezenas de milhares de pessoas participaram, número que considera também o público distribuído em áreas internas montadas para o comício.

O aluguel foi pago com recursos da campanha e, por isso, está sujeito às regras de prestação de contas e fiscalização da Justiça Eleitoral.

TSE publica despesas

Item Informação
Valor do aluguel R$ 120 mil
Local Estádio 1º de Maio
Município São Bernardo do Campo
Data do ato 16 de agosto de 2026
Administrador do estádio São Bernardo Futebol Clube

Fonte: prestação de contas eleitoral e campanha.

O TSE exige que candidatos informem despesas e receitas ao longo da campanha. Os dados parciais enviados entre 9 e 13 de setembro incluem movimentações ocorridas até 8 de setembro.

A divulgação permite que eleitores, adversários e órgãos de controle examinem fornecedores e gastos antes da votação.

Gasto segue regras eleitorais

O aluguel de espaços para comícios e eventos pode ser contabilizado como gasto eleitoral, desde que seja contratado e declarado conforme as normas vigentes. A Justiça Eleitoral pode exigir documentação complementar para comprovar a prestação do serviço.

O registro da despesa não significa irregularidade. Eventuais problemas dependem da análise técnica das contas e da verificação de contratos, notas e pagamentos.

As prestações finais serão entregues depois da eleição e passarão pelo exame da Justiça Eleitoral.

Campanha intensifica atos

Desde o lançamento em São Bernardo, Lula ampliou viagens e comícios em estados considerados importantes para sua estratégia eleitoral. A agenda inclui compromissos oficiais e eventos partidários, que devem ser separados conforme as regras de campanha.

A equipe do presidente também aumentou a presença na propaganda de rádio, televisão e plataformas digitais.

Com a aproximação do primeiro turno, os gastos tendem a crescer e novas informações serão incorporadas aos sistemas públicos do TSE.

O custo do estádio é apenas uma parte da estrutura de um grande ato eleitoral. Campanhas também podem registrar despesas com segurança, som, iluminação, comunicação, deslocamento e montagem, cada uma sujeita às regras de documentação e prestação de contas.

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