Justiça impede corte de atendimento em três unidades do Poupatempo RJ

Decisão obriga consórcio a manter operação integral em Bangu, Duque de Caxias e São João de Meriti e prevê multa diária por descumprimento

Da
Redação
A Redação do Jornal Maior reúne a produção jornalística do portal, com cobertura dos principais acontecimentos do Brasil e do mundo.
4 min leitura
Unidades do Poupatempo RJ concentram serviços públicos estaduais e de órgãos parceiros.Governo do Estado do Rio de Janeiro
Ouvir notícia
00:00 / 00:00

A Justiça do Rio de Janeiro determinou que o Consórcio RJ Cidadão mantenha integralmente os serviços do Poupatempo RJ nas unidades de Bangu, Duque de Caxias e São João de Meriti. A decisão, tomada pela 13ª Vara da Fazenda Pública da Comarca da Capital, impede suspensão, interrupção ou redução dos atendimentos anunciados pelo grupo responsável pela operação.

A medida foi concedida em tutela de urgência após pedido do Governo do Estado, representado pela Procuradoria Geral do Estado. Em caso de descumprimento, a decisão prevê multa diária de R$ 200 mil para cada unidade em que houver paralisação ou redução dos serviços.

Decisão mantém atendimento

O consórcio havia comunicado ao governo, por notificação extrajudicial, que poderia suspender a execução de contrato firmado em 2023 caso valores cobrados pela prestação dos serviços não fossem pagos. O Estado recorreu ao Judiciário para impedir a interrupção.

A decisão preserva o funcionamento das três unidades enquanto a controvérsia contratual continua sendo discutida. Os postos reúnem serviços de diferentes órgãos públicos e atendem moradores da capital e da Baixada Fluminense.

O Poupatempo RJ oferece atendimento relacionado a documentação, trabalho, trânsito e outros serviços estaduais e parceiros. Parte das funcionalidades também está integrada ao portal digital do Governo do Rio.

Com a ordem judicial, o conflito financeiro entre governo e consórcio não pode ser usado para reduzir o atendimento ao cidadão nas unidades abrangidas.

Três unidades são atingidas

Unidade Município Situação após decisão
Bangu Rio de Janeiro Atendimento deve ser mantido
Duque de Caxias Duque de Caxias Atendimento deve ser mantido
São João de Meriti São João de Meriti Atendimento deve ser mantido

Fonte: Governo do Rio e decisão da 13ª Vara da Fazenda Pública.

Documentos oficiais do PRODERJ mostram que essas unidades concentram diferentes órgãos parceiros e centenas de pontos de atendimento. O modelo foi estruturado para reunir serviços públicos em um mesmo local e reduzir deslocamentos dos usuários.

A unidade de Bangu atende a Zona Oeste da capital, enquanto os postos de Duque de Caxias e São João de Meriti são referências para municípios da Baixada Fluminense.

Contrato está sob disputa

O conflito envolve valores cobrados pelo consórcio pela operação das unidades. O Governo do Rio informou ter identificado divergências entre quantitativos de atendimentos apresentados pela empresa e os números comprovados por órgãos parceiros.

Reportagens sobre o caso apontam que o Estado já desembolsou valores elevados ao longo dos últimos anos e passou a questionar parte das cobranças. O consórcio, por sua vez, notificou o governo para exigir pagamento de saldo que considera devido.

A análise sobre eventual irregularidade contratual é separada da obrigação de continuidade dos serviços. A ordem judicial trata especificamente da necessidade de impedir que a população seja afetada enquanto o litígio segue em discussão.

O processo poderá receber novas manifestações das partes e decisões posteriores. A tutela de urgência mantém a operação enquanto a controvérsia principal é examinada.

Usuário pode buscar canais digitais

Além das unidades físicas, o Governo do Rio mantém serviços integrados no portal estadual. O modelo chamado de atendimento figital combina presença física e acesso online para que parte das solicitações possa ser feita sem deslocamento.

Serviços como consulta cadastral, informações trabalhistas e outras solicitações estão disponíveis digitalmente, embora alguns procedimentos ainda exijam presença em unidade ou atendimento de órgão específico.

Com a decisão judicial, os cidadãos que dependem das unidades de Bangu, Duque de Caxias e São João de Meriti devem encontrar os postos em funcionamento regular, salvo alteração posterior determinada pela Justiça ou divulgada oficialmente pelo governo.

WhatsAppFacebook
Share This Article
2 Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *