O plenário do Supremo Tribunal Federal registrou um confronto direto e acalorado entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça durante o debate sobre os desdobramentos e a conexão entre as investigações do caso Banco Master.
Durante a sessão conflagrada, Moraes partiu para a ofensiva contra o colega de corte e cobrou abertamente a unificação de processos que tramitam no tribunal, em meio a fortes acusações sobre a condução das apurações.
O embate público entre os magistrados escancarou divisões profundas no tribunal e expôs a formação de blocos antagônicos na cúpula do Poder Judiciário.
Moraes acusa Mendonça e cobra unificação de processos
No centro do confronto, o ministro Alexandre de Moraes fez duras acusações contra André Mendonça ao contestar a forma como as investigações estão sendo conduzidas no Supremo Tribunal Federal.
Moraes afirmou que Mendonça atua a serviço do grupo político que tramou a tentativa de golpe no país e acusou o colega de tentar forçar depoimentos contra pares na Polícia Federal.
A intenção de Moraes ao pressionar pelo julgamento conjunto dos casos na mesma sessão plenária era emparedar o colega e garantir a unificação dos procedimentos processuais.
Plenário expõe racha e divisão em blocos antagônicos
A disputa em plenário revelou a deterioração das relações internas e confirmou o racha definitivo entre os integrantes do Supremo Tribunal Federal durante a deliberação.
A movimentação no plenário evidenciou a consolidação de grupos com posições claramente opostas sobre os ritos de investigação e o encaminhamento das apurações que envolvem o tribunal.
Apesar das pressões em plenário, a tentativa de imposing o julgamento unificado esbarrou no desenho de votação estabelecido pelo presidente da corte, ministro Edson Fachin.
Cármen Lúcia acompanha Fachin e lamenta desgaste
A condução proposta pelo presidente Edson Fachin prevaleceu no julgamento ao contar com o apoio decisivo e considerado surpresa da ministra Cármen Lúcia.
Ao proferir seu voto ao lado de Fachin, Cármen Lúcia protagonizou o momento mais intimista e de maior repercussão cívica de toda a sessão plenária do tribunal.
A ministra fez um pronunciamento contundente e pediu desculpas públicas aos brasileiros pela vergonha e pelo mal-estar cívico provocados pelos próprios integrantes da cúpula do Judiciário.
Investigações do caso Banco Master motivam embate
As divergências entre os ministros do Supremo Tribunal Federal ganharam força a partir das apurações e procedimentos ligados ao caso do Banco Master.
O debate sobre a conexão dessas apurações gerou disputas sobre a relatoria dos processos e os limites da atuação da Polícia Federal nas diligências em curso.
O impasse quanto à unificação das investigações permanece no centro da crise institucional que afeta o funcionamento e a imagem pública do Supremo Tribunal Federal.


