O candidato à Presidência da República Renan Santos, do partido Missão, defendeu publicamente o afastamento e a prisão de ministros do Supremo Tribunal Federal envolvidos no escândalo do extinto Banco Master. A declaração foi feita nesta quarta-feira (16) durante um evento de campanha realizado na cidade de Londrina, no estado do Paraná.
A manifestação ocorre em meio ao acirramento do debate político nacional sobre as prerrogativas do Judiciário e as investigações conduzidas pela Polícia Federal que atingem a cúpula da Corte. O cenário político recente tem sido marcado por fortes turbulências institucionais em Brasília.
Críticas e acusações no Paraná
Durante o evento político em solo paranaense, o candidato detalhou suas propostas em relação ao Judiciário nacional e exigiu ações enérgicas contra magistrados citados nas investigações. Ele argumenta que o próximo chefe do Executivo federal precisa ter total liberdade política para agir.
afirmou Renan Santos.
Todos os ministros envolvidos no escândalo Master precisam ser afastados, presos. O próximo presidente da República não pode ter nenhum tipo de rabo preso ou envolvimento nesses escândalos, de modo a ter total liberdade para mobilizar o Senado e a população pela queda desses magistrados”
Renan Santos
Proposta de reforma institucional
Além das prisões, o candidato do Missão colocou em pauta uma mudança profunda na estrutura de funcionamento do Supremo Tribunal Federal, apontado por ele como a instância máxima com poder excessivo atualmente no país.
Nós vamos fazer uma reforma que eu venho propondo, que diminua os poderes do STF e que voltemos a ter no Brasil um sistema que a gente chame de contra-peso, em que o Senado consiga fiscalizar o STF, declarou o postulante ao Palácio do Planalto.
Sessão extraordinária no STF
As declarações do candidato acontecem um dia após a Suprema Corte realizar uma sessão extraordinária considerada histórica para analisar o relatório da Polícia Federal. O material investigativo aponta mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
A reunião do plenário começou com atraso e expôs um racha evidente entre os magistrados da mais alta corte do país, com bate-bocas públicos envolvendo diferentes ministros ao longo dos debates judiciais sobre o caso.
Desdobramentos e impasses na Corte
O julgamento extraordinário na terça-feira foi marcado por discussões entre nomes como Flávio Dino, Edson Fachin, Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Luiz Fux e André Mendonça. O andamento da análise jurídica acabou interrompido após um pedido de vista apresentado por Flávio Dino.
O episódio aprofundou a crise institucional e gerou repercussão imediata entre os candidatos à Presidência, alimentando o debate político nacional sobre os limites de atuação entre os Poderes da República.


