Dólar fica estável e Bolsa recua após alta de juros nos EUA

Moeda americana fechou cotada a R$ 5,15, enquanto o Ibovespa caiu 0,51% influenciado por decisões do Federal Reserve e queda no preço do petróleo.

Da
Redação
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Mercado financeiro reagiu com cautela após decisão sobre juros nos Estados Unidos e variação no preço do petróleo.
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O mercado financeiro brasileiro registrou um pregão de movimentações contidas nesta quarta-feira (16/9), refletindo o ambiente externo e as decisões de política monetária. O dólar à vista fechou com uma variação negativa quase imperceptível de 0,06% frente ao real, cotado a R$ 5,15. Por outro lado, o principal índice da Bolsa brasileira, o Ibovespa, encerrou o dia em baixa de 0,51%, atingindo os 185,5 mil pontos.

As bolsas e o câmbio reagiram de forma comedida aos desdobramentos internacionais mais recentes. Embora os ativos tenham oscilado ao longo do dia, a estabilidade predominou na cotação da moeda americana no Brasil, contrariando cenários de forte volatilidade esperados em dias de anúncios monetários relevantes. Enquanto isso, os investidores ajustaram posições diante da combinação de fatores externos.

A principal influência sobre os negócios veio da economia norte-americana, com os desdobramentos da reunião do banco central do país. Os mercados de câmbio e de ações acompanharam com atenção os passos da autoridade monetária internacional.

Federal Reserve eleva taxa

O Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, decidiu elevar os juros básicos do país em 0,25 ponto percentual. Com a medida, a taxa passou para o intervalo entre 3,75% e 4,00% ao ano, marcando o primeiro aumento desde julho de 2023.

A alteração na política monetária, contudo, já era amplamente esperada pelos agentes financeiros locais e internacionais. Dados da ferramenta FedWatch, do CME Group, indicavam que as chances de uma alta da taxa eram de 92,7% no início da tarde da quarta-feira.

O oleoduto Leste-Oeste, da Arábia Saudita, deve voltar a operar em poucos dias.”

Chris Wright

Ainda assim, no exterior, o dólar registrou alta expressiva após a divulgação oficial. O índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana perante uma cesta de divisas fortes, operava em avanço de 0,67%, atingindo 100,31 pontos no fim da tarde.

Cotação do petróleo recua

Outro vetor determinante para o comportamento dos mercados na sessão foi a desvalorização do petróleo no cenário internacional. Os contratos futuros do barril do tipo Brent fecharam em queda de 2,69%, sendo negociados a US$ 105,83.

Da mesma forma, o petróleo do tipo West Texas Intermediate (WTI), referência para o mercado norte-americano, registrou recuo de 3,21%. O valor do barril fechou cotado a US$ 102,43 após a apuração dos dados de energia.

A retração nos preços refletiu tanto o ajuste técnico das negociações quanto a divulgação de relatórios oficiais sobre os estoques comerciais da commodity nos Estados Unidos.

Estoques de energia americanos

O Departamento de Energia dos Estados Unidos divulgou que a redução nos estoques nacionais de petróleo foi menor do que a projeção inicial do mercado. O volume baixou em 640 mil barris na semana anterior.

A redução dos estoques de petróleo do país foi menor do que a esperada pelo mercado.”

Departamento de Energia dos Estados Unidos

A expectativa média dos analistas financeiros apontava para uma queda mais intensa, estimada em cerca de 1,6 milhão de barris. A diferença entre a projeção e o dado real influenciou o comportamento das cotações.

Ademais, o noticiário sobre a infraestrutura de transporte de petróleo também entrou no radar dos investidores durante o pregão desta quarta-feira.

Perspectivas para oleodutos

O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, declarou na terça-feira (15/9) que o oleoduto Leste-Oeste, localizado na Arábia Saudita, deve retomar as operações normais em poucos dias. A estrutura havia sido alvo recente de ataques com drones.

O duto serve como uma alternativa logística importante ao Estreito de Ormuz, que permanece com a circulação praticamente paralisada em função dos confrontos geopolíticos registrados no Oriente Médio.

Com a normalização gradual esperada para o duto saudítico, o mercado de energia busca absorver os impactos sobre o abastecimento global de petróleo nos próximos meses.

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