Um delegado assistente da Polícia Civil de São Paulo foi detido na noite da última terça-feira (15/9) após se envolver em um acidente de trânsito na região da Mooca, zona leste da capital paulista. A ocorrência mobilizou equipes da Polícia Militar depois que o veículo conduzido pelo agente colidiu contra uma viatura oficial no Viaduto Alcântara Machado. Enquanto isso, a situação chamou atenção pela tentativa de deixar o local do impacto antes da chegada do reforço policial.
O motorista foi identificado como Edevaldo José Bragaia, lotado no Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC). Segundo os relatos oficializados pelos policiais militares que atenderam a ocorrência, o condutor dirigia um automóvel descaracterizado quando atingiu a viatura da corporação. Logo após o impacto, ele tentou escapar do local, mas acabou contornado devido ao tráfego intenso na via.
Abordagem e Teste do Bafômetro
Durante a abordagem realizada logo após a interceptação, os policiais militares constataram sinais evidentes de alteração na capacidade psicomotora do condutor. Diante da situação, os agentes exigiram a realização do teste do etilômetro para verificar a suspeita de consumo de álcool. O exame técnico foi realizado no próprio local do acidente e confirmou o estado de embriaguez do delegado.
A confirmação por meio do bafômetro fundamentou o encaminhamento imediato da ocorrência para as autoridades competentes. O procedimento seguiu os protocolos exigidos para casos de flagrante envolvendo motoristas sob efeito de substâncias alcoólicas ao volante. A conduta do agente no trânsito passou a ser tratada de forma rigorosa pelas forças de segurança do estado.
Registro da Ocorrência Policial
O caso foi oficialmente registrado pelas autoridades de segurança como crime de trânsito decorrente de embriaguez ao volante. A documentação inicial elaborada pela Polícia Militar detalhou tanto a dinâmica da batida quanto a tentativa frustrada de deixar o perímetro. Os registros foram consolidados para embasar os próximos passos da apuração legal.
A gravidade da infração exigiu a comunicação formal imediata aos órgãos superiores de fiscalização interna. Com isso, os papéis referentes ao flagrante foram remetidos para análise e providências cabíveis no âmbito administrativo e disciplinar da corporação.
Envio para a Corregedoria
Toda a documentação e os registros do flagrante foram encaminhados diretamente à Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo. O órgão correcional assume a responsabilidade de conduzir as investigações sobre a conduta do agente público envolvido no episódio. A apuração interna visa determinar as sanções disciplinares cabíveis à gravidade do ato praticado.
A Secretaria de Segurança Pública (SSP) foi acionada para fornecer esclarecimentos adicionais sobre o andamento das medidas administrativas, mas não houve retorno até o fechamento da apuração. A pasta informou que o espaço permanece aberto para eventuais manifestações futuras sobre o caso.
Desdobramentos e Investigação
O inquérito instaurado na esfera corregedoria deve analisar detalhadamente as circunstâncias do acidente e a recusa inicial em permanecer no local. A atuação de delegados e demais policiais civis é submetida a rígidos padrões éticos e legais, especialmente quando há envolvimento em ocorrências criminais fora do expediente de trabalho.
As penalidades administrativas na corporação podem variar conforme o resultado das investigações conduzidas pela corregedoria competente. Enquanto isso, o caso segue sob monitoramento rigoroso dos órgãos de controle interno da segurança pública paulista.


