Operação mira vereador e suposto integrante do PCC em Itatiba

Ministério Público e Polícia Militar cumprem mandados contra investigados por monitoramento de forças de segurança e lavagem de dinheiro no interior paulista.

Da
Redação
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Ação foi realizada em Itatiba, interior paulistaReprodução/PMESP
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A Operação Nexus em Itatiba, conduzida pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Militar, cumpre 26 mandados de busca e apreensão e cinco de prisão contra investigados por suposta atuação em estruturas do Primeiro Comando da Capital (PCC). A ação é descrita como realizada em uma terça-feira (25).

Entre os alvos estão um vereador de Itatiba, cujo nome não foi divulgado, e um homem conhecido como “Tim”, apontado pelos investigadores como integrante da organização criminosa. Os mandados também alcançam um policial militar e três lojas de veículos em Itatiba e Campinas.

Mandados alcançam Câmara de Itatiba

O vereador é investigado sob a suspeita de integrar o núcleo de monitoramento do grupo. Segundo a apuração, esse setor acompanharia a movimentação das forças de segurança na cidade do interior paulista.

Um mandado de busca é cumprido na residência do parlamentar. Outro tem como alvo a Câmara Municipal de Itatiba.

Os investigadores não divulgaram a identidade do vereador. A operação reúne promotores de Justiça e mais de 160 policiais militares.

Investigação apura sistema de vigilância

De acordo com o Ministério Público, a organização mantinha em Itatiba um sistema de monitoramento ativo 24 horas por dia. A estrutura teria como objetivo identificar a aproximação de forças de segurança.

Com esse acompanhamento, o grupo poderia esconder drogas, dispersar vendedores e interromper temporariamente suas atividades, conforme a investigação. A apuração aponta que o monitoramento funcionava de forma ininterrupta em Itatiba.

Além do monitoramento, a Operação Nexus busca atingir núcleos de comando e lavagem de capitais, gerenciamento operacional, abastecimento, distribuição, logística e pontos de venda.

Principal alvo é localizado em condomínio

O homem conhecido como “Tim” foi localizado em um condomínio de alto padrão em Itatiba. Ele é investigado por suposta participação no núcleo de comando e lavagem de dinheiro da organização.

Segundo os investigadores, ele tem histórico criminal por tráfico de drogas e roubo. A apuração também atribui a ele a negociação e a aquisição de mais de 20 veículos de alto padrão.

Entre os carros mencionados na investigação estão modelos das marcas Lamborghini, Ferrari e Porsche. O Gaeco relaciona essa movimentação de veículos à linha de apuração sobre lavagem de dinheiro.

Lojas entram na apuração financeira

Três lojas de veículos são alvo da ação: duas ficam em Itatiba e uma está localizada em Campinas. Segundo o Gaeco, os estabelecimentos são investigados por suspeita de lavagem de dinheiro.

Um dos investigados é proprietário de uma dessas lojas. A investigação sustenta que ele teria atuado como uma espécie de “banco” de Tim.

Os pagamentos sob análise superam R$ 2 milhões, segundo o Gaeco. A Corregedoria da Polícia Militar também cumpre mandados contra um policial militar de Itatiba, investigado por manter relação com o principal alvo da operação.

A mobilização inclui apoio do helicóptero Águia e de cães de faro. As medidas integram a ofensiva contra os diferentes núcleos apontados na investigação.

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