A JBS e a Viva Holding firmaram acordo para combinar suas operações de produção, beneficiamento e comercialização de couro em uma nova empresa, a JBS Viva. A transação foi divulgada pelas companhias em fato relevante nesta terça-feira (15).
Após o fechamento, JBS S.A. e Viva Holding deterão, cada uma, 50% das ações da nova companhia. A conclusão, no entanto, está condicionada ao cumprimento de etapas usuais para operações desse tipo, sem data definida pelas empresas.
Acordo cria a JBS Viva
A combinação reúne negócios ligados ao couro das duas companhias sob uma estrutura societária nova. A JBS transferirá a totalidade das quotas da JBS Couros para a JBS Viva.
A JBS Couros concentrará os ativos da divisão de couros da JBS que estiverem dentro do perímetro definido para a operação. Dessa forma, ela funcionará como a estrutura por meio da qual esses ativos serão levados à nova empresa.
Do lado da Viva, a Viva Holding passará a concentrar a totalidade das ações da Viva S.A. Antes do fechamento, ativos e atividades que não participam da transação serão separados.
Empresas dividem o controle
A JBS Viva terá controle paritário. Cada uma das sócias, JBS S.A. e Viva Holding, ficará com metade das ações da companhia formada a partir da combinação dos negócios.
O Conselho de Administração poderá ter até seis integrantes. A JBS indicará três membros, enquanto a Viva Holding indicará os outros três.
A presidência do conselho será indicada pela JBS, mas não terá voto de qualidade. A definição mantém a divisão igualitária de poder entre as empresas mesmo com a indicação da presidência por uma das partes.
Governança distribui indicações executivas
Além das vagas no conselho, o acordo distribui entre as sócias as indicações para postos da administração da JBS Viva. A estrutura separa as funções de presidência do conselho, direção executiva, operações e finanças.
A JBS será responsável por indicar o presidente do Conselho de Administração e o diretor financeiro. Já a Viva Holding terá a indicação do diretor executivo e do diretor de operações.
O quadro abaixo organiza as indicações previstas no acordo. A presidência do conselho não terá poder de desempate.
| Indicações na governança da JBS Viva | |
|---|---|
| Função | Indicação |
| Presidente do Conselho de Administração | JBS S.A. |
| Diretor financeiro | JBS S.A. |
| Diretor executivo | Viva Holding |
| Diretor de operações | Viva Holding |
Operação reúne ativos no Brasil
O perímetro da transação abrange ativos da JBS relacionados à produção de couro no Brasil. Também inclui ativos de subsidiárias da companhia no exterior, conforme os termos definidos no acordo.
Na Viva, entrarão na combinação os negócios de produção de couro. A operação também inclui a fabricação e a comercialização de produtos químicos usados no processamento do material.
Assim, a nova empresa reunirá atividades que vão da produção e do beneficiamento à comercialização do couro. Os negócios químicos da Viva relacionados a esse processamento também farão parte da estrutura.
Ativos específicos ficam de fora
As operações de colágeno e gelatina de ambas as empresas não integrarão a JBS Viva. Esses negócios permanecerão fora da combinação prevista no acordo.
Também serão excluídos os ativos, estoques e atividades de couro vinculados à unidade da JBS em Cactus, no Texas, nos Estados Unidos. Os ativos da divisão de couros da JBS na Alemanha, no Uruguai e no México igualmente ficarão fora.
Do lado da Viva, não entram os ativos que hoje não são utilizados na atividade de couros. Antes da conclusão, esses itens serão segregados e continuarão sob responsabilidade de suas respectivas companhias.
Contratos mantêm fornecimento entre empresas
O acordo prevê contratos comerciais entre a JBS e a futura JBS Viva. Um deles estabelece o fornecimento de couro cru produzido pelos frigoríficos da JBS no Brasil para a nova empresa.
Em outra frente, a JBS Viva venderá à JBS o volume correspondente de aparas e raspas obtidas no processamento desse couro. Esses materiais serão destinados às operações de gelatina, colágeno e produtos correlatos da JBS.
Por isso, embora as operações de colágeno e gelatina permaneçam fora da combinação societária, elas manterão uma conexão operacional com a JBS Viva por meio desses subprodutos.
O entendimento dá continuidade ao processo anunciado pelas companhias em novembro de 2025. A criação efetiva da JBS Viva dependerá, ainda, do cumprimento das condições precedentes previstas para o fechamento.


