PGR pede esclarecimentos ao STF sobre acesso a pagamentos de Vorcaro

Órgão quer saber se André Mendonça autorizou a Polícia Federal a consultar repasses que envolveriam pessoa com foro privilegiado.

Da
Redação
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Daniel Vorcaro e André Mendonça, ministro do STFReprodução/Fellipe Sampaio /STF
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A PGR pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, esclarecimentos sobre a autorização para a Polícia Federal acessar informações de pagamentos feitos por Daniel Vorcaro. A solicitação trata, especificamente, de repasses que envolveriam uma pessoa com prerrogativa de foro.

O questionamento busca definir se o ministro André Mendonça autorizou o acesso policial a esses dados no âmbito da investigação relacionada ao Banco Master. A petição com documentos sobre os pagamentos teve o sigilo parcialmente levantado em 14 de setembro.

PGR pede informação ao STF

A Procuradoria-Geral da República encaminhou o pedido de informação a Fachin, presidente da Corte. O ponto central é a existência, ou não, de autorização judicial para o acesso aos repasses.

O material divulgado relaciona pagamentos feitos a entidades e associações pelo ex-dono do Banco Master. A PGR quer esclarecer como foi tratada a parcela dos dados que poderia envolver autoridade com foro privilegiado.

O pedido não identifica, no conteúdo disponível, a pessoa que teria prerrogativa de foro. Assim, a solicitação da PGR se concentra no procedimento adotado para o compartilhamento dessas informações com a Polícia Federal.

PF solicitou acesso aos repasses

Um ofício da Polícia Federal, datado de março, pediu a Mendonça autorização para acessar pagamentos destinados a pessoas com foro privilegiado. O documento integra a petição que teve parte do sigilo retirada.

Segundo os documentos, a corporação solicitou expressamente o acesso a esse conjunto de dados. A existência do pedido é um dos elementos que motivaram a busca da PGR por esclarecimentos.

Os documentos divulgados não informam se André Mendonça autorizou ou deixou de atender ao pedido da Polícia Federal. Essa ausência de indicação sobre o desfecho do requerimento é o ponto que a PGR pretende esclarecer.

Documentos mantêm identificação sob sigilo

A documentação divulgada não revela quem seria o investigado com prerrogativa de foro mencionado no pedido da Polícia Federal. Portanto, não há identificação pública dessa pessoa no material descrito.

A retirada do sigilo alcançou apenas parte da petição sobre os pagamentos. Dessa forma, o conteúdo disponível expõe a solicitação da PF, mas não registra uma decisão de Mendonça sobre ela.

Também não há, nos documentos mencionados, indicação de que o ministro tenha ignorado o ofício. A resposta buscada pela PGR tende a delimitar se houve autorização e qual foi o alcance de eventual medida.

Divergência amplia debate no Supremo

A divulgação parcial dos dados gerou críticas de um grupo ligado ao ministro Alexandre de Moraes. Segundo essa posição, Mendonça teria deixado de divulgar informações da investigação do Banco Master.

O episódio ocorre em meio a uma divergência entre Moraes e Mendonça sobre a transparência dos dados relacionados ao caso. A controvérsia envolve a extensão das informações que devem ser disponibilizadas.

O pedido da PGR acrescenta uma questão procedimental ao debate: a eventual autorização para a Polícia Federal examinar pagamentos associados a uma pessoa com foro privilegiado. A manifestação solicitada a Fachin pode esclarecer esse aspecto do processo.

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