Jaclyn D. Diiorio, de 28 anos, é acusada nos Estados Unidos de tentar contratar um assassino de aluguel pelo Tinder para matar o ex-namorado, um policial da Filadélfia, e a filha dele. A cabeleireira de Nova Jersey está sob custódia federal e tem audiência marcada para segunda-feira (14), na Filadélfia.
Segundo a acusação, Diiorio teria oferecido cerca de US$ 12 mil pelos dois assassinatos e entregado US$ 500 a um homem que, sem que ela soubesse, atuava como informante confidencial das autoridades. A defesa afirma que ela deve se declarar inocente e contesta a atuação do colaborador da investigação.
Acusação chega à Justiça Federal
Diiorio foi formalmente indiciada neste mês por duas acusações de uso de meios de comunicação interestaduais em um suposto esquema de assassinato mediante pagamento. O processo federal passou a tramitar após acusações iniciais apresentadas na Justiça de Nova Jersey.
A audiência desta segunda-feira será conduzida pelo juiz Scott W. Reid, segundo as informações do processo. O ato judicial analisará a manutenção da prisão da acusada.
Se for condenada pelas acusações federais, Diiorio poderá receber pena de até 20 anos de prisão. As acusações federais se baseiam no suposto uso de um telefone celular entre 30 de março e 5 de abril de 2025 para organizar os crimes em troca de dinheiro.
Investigação começa pelo Tinder
O caso começou em março de 2025, quando Diiorio conheceu pelo Tinder o homem que ela acreditava poder ajudá-la a executar o plano. De acordo com a acusação, ele informou o caso à polícia e passou a colaborar com as autoridades.
Os dois trocaram mensagens e telefonemas antes de encontros presenciais. Nas conversas, segundo os documentos judiciais citados no processo, a acusada teria manifestado a intenção de matar o ex-namorado, então com 53 anos.
Posteriormente, a filha do policial, que tinha 19 anos à época, também teria sido incluída entre os alvos. A Promotoria sustenta que a negociação pelo aplicativo não foi a primeira tentativa de Diiorio de buscar alguém para cometer os crimes.
Dinheiro leva à prisão
Em abril de 2025, Diiorio teria se encontrado com o informante e entregue US$ 500 em dinheiro como pagamento inicial. As autoridades efetuaram a prisão pouco depois desse encontro.
Segundo a acusação, o valor total oferecido pelos dois assassinatos seria de aproximadamente US$ 12 mil. O pagamento inicial é um dos elementos apontados pela Promotoria para sustentar a acusação federal.
Investigadores também afirmaram, durante o processo estadual, que Diiorio disse ao informante ter procurado outras pessoas antes. Ainda segundo essa versão, algumas delas teriam mostrado imagens falsas para convencê-la de que uma execução havia ocorrido.
Defesa questiona o informante
O advogado Robert Gamburg contesta a narrativa apresentada pela Promotoria. A defesa argumenta que o informante, que colaborava com as autoridades em troca de dinheiro, teria conduzido parte das conversas sem acompanhamento direto dos investigadores.
Em fase anterior do processo estadual, os advogados tentaram derrubar as acusações com base na tese de entrapment. No direito norte-americano, o argumento é usado quando a defesa sustenta que agentes ou colaboradores induziram uma pessoa a praticar um crime que não cometeria espontaneamente.
Diiorio conheceu o ex-namorado enquanto trabalhava como cabeleireira, e o relacionamento terminou em março de 2025. Ela havia pedido uma ordem de restrição contra ele em 2024, mas depois desistiu da medida.
A acusada fez sua primeira apresentação no processo federal em 9 de setembro e permaneceu presa até a audiência marcada para segunda-feira. O caso ainda não foi julgado, e Diiorio é considerada inocente até eventual condenação pela Justiça.


