A Coreia do Norte disparou vários mísseis balísticos de curto alcance no sábado (12), a partir da região de Wonsan, em direção ao mar na costa leste do país. Segundo o Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul, os lançamentos ocorreram por volta das 5h20, no horário local, e os projéteis percorreram cerca de 250 quilômetros.
O episódio aconteceu um dia depois de Coreia do Sul, Estados Unidos e Japão concluírem exercícios militares voltados à prontidão diante de ameaças envolvendo mísseis e armas nucleares norte-coreanas. Por isso, autoridades dos três países compartilharam informações sobre os lançamentos.
Coreia do Norte dispara mísseis de Wonsan
Os projéteis partiram da área de Wonsan, na costa leste norte-coreana, e caíram no mar. As autoridades sul-coreanas classificaram os artefatos como mísseis balísticos de curto alcance.
O Estado-Maior Conjunto afirmou que os governos da Coreia do Sul e dos Estados Unidos começaram a analisar os lançamentos desde o início. A avaliação busca determinar as especificações dos mísseis envolvidos.
O Japão também recebeu informações sobre o episódio. Dessa forma, os três países mantiveram o compartilhamento de dados diante de uma nova demonstração militar de Pyongyang.
Exercícios conjuntos antecederam os lançamentos
Os disparos ocorreram um dia após o encerramento de exercícios militares realizados por Coreia do Sul, Estados Unidos e Japão. As manobras testaram a prontidão dos países diante de ameaças de mísseis e armas nucleares da Coreia do Norte.
A sequência reforçou a ligação temporal entre os exercícios e a reação norte-coreana, embora as autoridades citadas tenham concentrado a avaliação nas características e no alcance dos projéteis.
No mês anterior, a Coreia do Norte havia lançado mais de dez mísseis balísticos de curto alcance durante exercícios conjuntos entre sul-coreanos e norte-americanos. Na ocasião, o país também ordenou que suas forças mantivessem prontidão total.
Coreia do Sul convoca reunião de emergência
Após os lançamentos, o Gabinete de Segurança Nacional da presidência sul-coreana reuniu o Ministério da Defesa, o Estado-Maior Conjunto e outros órgãos do governo.
Os Estados Unidos permanecem comprometidos com a defesa do território norte-americano e de nossos aliados na região”
Comando do Pacífico dos Estados Unidos
As autoridades analisaram a resposta oficial, avaliaram o impacto dos disparos sobre a segurança da Coreia do Sul e discutiram medidas consideradas necessárias pelo governo.
O gabinete presidencial pediu que a Coreia do Norte interrompa imediatamente os lançamentos de mísseis balísticos. O órgão classificou os disparos como uma violação grave das resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Aliados monitoram a atividade norte-coreana
As autoridades de inteligência sul-coreanas e norte-americanas acompanharam os lançamentos desde o início. Além disso, os dois países compartilharam informações com o Japão.
O Comando do Pacífico dos Estados Unidos informou que tinha conhecimento dos disparos e mantinha consultas próximas com aliados e parceiros na região.
Na avaliação divulgada pelo comando, os lançamentos não representavam uma ameaça imediata ao pessoal, ao território ou aos aliados dos Estados Unidos. Ainda assim, o órgão reafirmou o compromisso com a defesa norte-americana e regional.
JCS mantém alerta contra provocações
O Estado-Maior Conjunto sul-coreano afirmou que as Forças Armadas acompanham de perto a atividade militar norte-coreana. A instituição também informou que mantém capacidade de resposta dentro da postura conjunta de defesa com os Estados Unidos.
A posição foi apresentada após a identificação dos lançamentos e em meio ao monitoramento contínuo da movimentação militar de Pyongyang.
O governo sul-coreano tratou o episódio como parte de uma situação que exige coordenação entre os aliados. Por outro lado, a avaliação norte-americana indicou que não havia ameaça imediata aos seus territórios ou efetivos.
Trump havia reduzido exercícios militares
Em outro desdobramento no mês anterior, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reduziu de forma abrupta a realização de exercícios militares. Ele havia descrito as manobras como hostis à Coreia do Norte.
Trump também afirmou esperar encontrar-se com o líder norte-coreano, Kim Jong Un, ainda em 2026. O movimento ocorreu enquanto os aliados mantinham ações de preparação para ameaças envolvendo mísseis e armas nucleares.
O novo lançamento, portanto, ocorreu em um momento de combinação entre exercícios militares, monitoramento de inteligência e esforços diplomáticos ainda mencionados pelo governo norte-americano.


