Uma perícia elaborada pelo Instituto de Perícia Investigativa e anexada a um inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) aponta que a Go Up Entertainment Ltda destinou R$ 20,9 milhões à produção de Dark Horse, filme apresentado como cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Segundo o documento, o inquérito apura irregularidades na produção cinematográfica. A análise descreve despesas com artistas, trabalhadores, equipamentos, deslocamentos, alimentação, instalações e serviços administrativos. A maior parte dos pagamentos, ainda conforme a perícia, ocorreu por Pix.
Perícia detalha gastos de Dark Horse
O valor de R$ 20,9 milhões indicado pela perícia abrange diferentes etapas da realização do filme. Entre elas estão a contratação de elenco e figurantes, além da estrutura necessária para executar as filmagens.
O documento cita cachês para 11 atores e 800 figurantes. Também relaciona despesas com equipes de iluminação, direção, produção executiva e som, áreas que compõem a operação técnica de uma produção audiovisual.
Além disso, a relação inclui equipamentos cinematográficos, figurino, maquiagem e efeitos especiais. Dessa forma, a perícia reúne no mesmo levantamento custos artísticos, técnicos e operacionais atribuídos à produção.
Pagamentos por Pix somam R$ 18,5 milhões
Segundo a perícia, R$ 18,5 milhões foram pagos por Pix. Esse montante corresponde a 88,29% dos R$ 20,9 milhões contabilizados no documento.
Os boletos aparecem como o segundo principal meio de pagamento, com R$ 2,3 milhões, ou 11,18% do total. Por outro lado, as transferências por TED alcançaram R$ 104,7 mil, equivalentes a 0,5%.
A perícia também registra outros lançamentos de R$ 2.463,37. Os valores apresentados no detalhamento correspondem aos mecanismos usados para os pagamentos relacionados à produção, segundo a análise anexada ao inquérito.
Logística reúne transporte e hospedagem
A lista de despesas inclui passagens aéreas, transporte terrestre, veículos de produção e traslados do elenco. Esses itens integram a logística de deslocamento indicada no levantamento.
Hospedagem e acomodação também constam entre os gastos. O documento cita ainda alimentação diária, catering e refeições destinadas ao elenco.
Na estrutura de trabalho, a perícia relaciona camarins, centros de apoio, áreas operacionais e geradores. Também aparecem segurança privada e escoltas entre os itens custeados, conforme o documento.
Produção inclui contratos e serviços
A perícia aponta despesas de gestão administrativa e controle financeiro. O escopo listado inclui documentação, contratos, licenças, seguros e suporte jurídico-contábil.
O levantamento menciona pagamentos a empresas brasileiras contratadas para fornecer serviços, materiais, locações e apoio técnico. Assim, os recursos descritos não se limitaram a despesas diretamente ligadas ao elenco e às gravações.
Também foram incluídos custos de manutenção, operação e encerramento das atividades de produção. O documento integra o inquérito no STF que, segundo a perícia citada, apura irregularidades relacionadas ao filme.


