Após informe da PF, Toffoli concentrou Caso Master no STF

Polícia Federal relatou não ter identificado indícios contra autoridades com foro antes de o ministro determinar a remessa dos processos sobre o Banco Master à Suprema Corte.

Da
Redação
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O Caso Master passou a tramitar concentrado no Supremo Tribunal Federal por decisão de Dias Toffoli.
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O ministro Dias Toffoli determinou, em 3 de dezembro, que os processos relacionados à Operação Compliance Zero e ao Banco Master fossem remetidos e concentrados no Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão ocorreu um dia depois de a Polícia Federal (PF) informar ao ministro que não havia identificado indícios de crimes envolvendo autoridades com prerrogativa de foro ou pessoas politicamente expostas.

A manifestação da PF, datada de 2 de dezembro, integrou o conjunto de documentos que o ministro André Mendonça retirou do sigilo na noite de quinta-feira (10). Meses depois da decisão de concentração, Mendonça assumiu a relatoria do caso após Toffoli ser afastado da condução do processo por suspeita de envolvimento com Daniel Vorcaro.

PF relata ausência de indícios de foro

A Polícia Federal informou que analisou os elementos de prova reunidos na investigação antes de encaminhar sua manifestação a Toffoli. O trabalho incluiu a verificação de celulares e outros equipamentos eletrônicos apreendidos no curso das apurações.

Segundo os investigadores, o filtro sobre o material disponível até aquele momento não apontou elementos de prova de crimes praticados por pessoas politicamente expostas ou autoridades com prerrogativa de foro.

A PF também registrou que a investigação permanecia direcionada à apuração de possíveis crimes financeiros. Portanto, a manifestação tratava do estágio então conhecido das provas reunidas no inquérito.

Toffoli concentra processos no STF

No dia seguinte à manifestação policial, Toffoli determinou a remessa de todos os processos relacionados ao Caso Master ao STF. Com isso, a investigação deixou as instâncias inferiores da Justiça e passou a tramitar concentrada na Suprema Corte, sob a relatoria do ministro.

Na decisão, Toffoli apontou a necessidade de evitar vazamentos que pudessem prejudicar as apurações. Poucos dias depois, ele impôs sigilo máximo ao caso.

A concentração abrangeu a Operação Compliance Zero e os procedimentos referentes ao Banco Master. Dessa forma, os processos ligados a essas frentes passaram a ser reunidos no tribunal.

Vorcaro apresentou reclamação ao Supremo

Toffoli havia sido sorteado relator de uma reclamação apresentada por Daniel Vorcaro no STF em 28 de novembro de 2025. O sorteio ocorreu cinco dias antes da determinação que levou toda a investigação sobre o banco à Corte.

A reclamação de Vorcaro antecedeu, assim, a decisão de 3 de dezembro sobre a concentração dos processos. A cronologia consta dos documentos e informações divulgados após a retirada parcial do sigilo.

O Caso Master passou a reunir discussões processuais no Supremo enquanto a investigação policial seguia voltada aos possíveis crimes financeiros mencionados pela PF.

Mendonça assume relatoria e libera documentos

Em fevereiro, Toffoli foi retirado da relatoria por suspeita de envolvimento com Daniel Vorcaro. Na sequência, André Mendonça foi sorteado como novo relator do caso.

Foi Mendonça quem retirou o sigilo de documentos relacionados à investigação na noite de quinta-feira (10). Entre os materiais divulgados estava a manifestação da Polícia Federal datada de 2 de dezembro.

A liberação dos documentos tornou pública a informação de que, na análise feita até aquele momento, a PF não havia encontrado indícios de crimes atribuídos a autoridades com foro ou a pessoas politicamente expostas.

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