O São Paulo pagou nesta sexta-feira (11) salários atrasados de 71 jogadores do elenco profissional e das categorias de base. Os vencimentos deveriam ter sido depositados até terça-feira (8), quinto dia útil de setembro.
O clube priorizou, neste primeiro momento, atletas da base e jogadores com menores salários. O pagamento ocorreu nos grupos ligados ao CT da Barra Funda, onde treinam os profissionais, e ao Centro de Formação de Atletas (CFA) de Cotia.
São Paulo paga parte dos salários atrasados
O pagamento alcançou 71 jogadores, segundo apuração da Itatiaia. A medida, no entanto, não encerrou todas as pendências financeiras com o elenco.
Além dos salários, o São Paulo acumula atrasos em direitos de imagem. Essa foi a primeira vez que o clube também deixou de quitar vencimentos registrados em carteira.
A administração tricolor enfrenta problemas de fluxo de caixa e ainda não trabalha com um prazo específico para resolver todas as dívidas com os jogadores.
Clube prioriza atletas da base e menores salários
A ordem de pagamento beneficiou inicialmente jogadores das categorias de base e profissionais com menores vencimentos. A divisão alcançou atletas de duas estruturas do clube.
Os jogadores ligados ao time principal estão no CT da Barra Funda. Já os atletas da formação treinam e atuam no CFA de Cotia.
Com isso, o São Paulo reduziu parte do atraso, mas manteve uma situação financeira desigual entre os integrantes do elenco. O clube ainda precisa cumprir outras obrigações pendentes.
Atraso ocorre antes de jogos decisivos
O novo atraso acontece às vésperas de um clássico contra o Palmeiras. O São Paulo também se prepara para a decisão das quartas de final da Copa Sul-Americana contra o Boca Juniors, da Argentina.
A situação financeira, portanto, coincide com um período de compromissos esportivos relevantes para a temporada. O pagamento parcial ocorreu antes dessas partidas.
Mesmo com a liberação dos valores para parte dos atletas, a diretoria não definiu quando quitará todas as pendências acumuladas com o elenco.
Gestão espera receitas do Morumbis
A direção esperava receber uma antecipação de R$ 110 milhões prevista em contrato com a Ticketmaster. A empresa deve assumir a administração dos ingressos do Morumbis.
O clube também prevê um pagamento à vista de R$ 30 milhões pela exploração comercial de um camarote do estádio. Somadas, as duas receitas chegariam a R$ 140 milhões em recursos imediatos.
Na avaliação da atual gestão, esse dinheiro permitiria reduzir dívidas anteriores e evitar novos atrasos. No entanto, a liberação da antecipação depende do avanço do contrato.
Conselho ainda analisa contrato do estádio
O contrato com a Ticketmaster continua sob análise do Conselho Deliberativo do São Paulo. O acordo já havia sido aprovado em instâncias anteriores.
A atual administração atribui o atraso na aprovação a motivações políticas. Integrantes do Conselho, por outro lado, negam essa interpretação.
Os conselheiros afirmam que fazem uma análise criteriosa do contrato. Enquanto isso, a expectativa pelos recursos permanece ligada à conclusão dessa avaliação.
São Paulo não fixa prazo para quitar dívida
O clube ainda não estabeleceu uma data para regularizar todos os pagamentos pendentes. Por enquanto, a estratégia foi liberar valores para parte dos jogadores.
O atraso salarial envolve tanto os vencimentos em carteira quanto os direitos de imagem. Dessa forma, o pagamento realizado nesta sexta-feira não representa a solução integral das obrigações financeiras.
O fluxo de caixa do São Paulo segue relacionado à expectativa de novas receitas comerciais do Morumbis. A aprovação do contrato com a Ticketmaster é um dos fatores que podem influenciar a entrada desses recursos.


