A expulsão de Julio Casares do quadro de sócios do São Paulo foi aprovada pelo Conselho Deliberativo do clube nesta quinta-feira (10). A votação seguiu uma recomendação da Comissão de Ética da instituição.
O processo começou na quarta-feira (9) e terminou no dia seguinte. Foram registrados 224 votos favoráveis à expulsão, dois contrários e cinco abstenções.
Conselho aprova a expulsão
Julio Casares deixou de integrar o quadro associativo do São Paulo após a decisão do Conselho Deliberativo. A medida foi aprovada por ampla maioria dos participantes da votação.
O resultado registrou 224 votos a favor da expulsão. Outros dois conselheiros votaram contra e cinco se abstiveram.
A análise começou na quarta-feira e só foi encerrada na quinta. Com isso, o Conselho Deliberativo confirmou a recomendação apresentada pela Comissão de Ética do clube.
Comissão de Ética recomenda medida
A Comissão de Ética do São Paulo recomendou a expulsão de Casares do quadro de sócios. O Conselho Deliberativo foi responsável por votar a medida.
Além da expulsão, a comissão considera que valores usados indevidamente durante o mandato devem ser ressarcidos ao clube.
A discussão envolve a administração de Casares enquanto ele ocupava a presidência do São Paulo. A decisão associativa ocorre após a conclusão da votação interna.
Casares renuncia à presidência
Julio Casares renunciou à presidência do São Paulo em janeiro de 2026. Antes disso, ele havia sido afastado em um processo de impeachment.
A renúncia encerrou sua permanência no cargo de presidente, mas não impediu a análise de sua conduta pelo clube.
Por isso, o Conselho Deliberativo avaliou a recomendação da Comissão de Ética mesmo após a saída de Casares da presidência.
Ministério Público investiga gestão
Casares é investigado pelo Ministério Público por problemas relacionados à gestão do São Paulo. Entre os pontos citados estão o uso do orçamento do clube para fins particulares, saques e irregularidades financeiras.
A investigação envolve alegações sobre a administração realizada durante o período em que ele comandou o clube. O material também menciona a possibilidade de ressarcimento ao São Paulo.
Casares nega todas as acusações. O ex-presidente afirma que sofre perseguição política.


