Marco Rubio articula alianças de segurança com Colômbia, Equador e Peru

Secretário de Estado dos EUA oferece inteligência, equipamentos e treinamento para ampliar a cooperação contra o narcotráfico no corredor andino do Pacífico.

Da
Redação
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A viagem de Marco Rubio busca ampliar a cooperação dos Estados Unidos com Colômbia, Equador e Peru contra o narcotráfico.REUTERS
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A cooperação de segurança andina é o eixo da viagem do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, por Colômbia, Equador e Peru nesta semana. Segundo o relato, Washington busca ampliar a atuação conjunta contra o narcotráfico em uma região que reúne áreas produtoras de coca, rotas marítimas e portos no Pacífico.

O governo americano oferece inteligência, equipamentos, treinamento, investimentos e apoio político. Em contrapartida, pretende estreitar a colaboração em segurança com os três países, que têm governos descritos como dispostos a se alinhar ao presidente Donald Trump.

Rubio reforça cooperação de segurança andina

A estratégia americana procura conectar desafios que atravessam as fronteiras nacionais. A Colômbia concentra a maior área de coca do mundo, enquanto o Peru permanece como outro grande polo produtor.

Entre os dois países, o Equador ocupa posição relevante pelas rotas e pelos portos no Pacífico. O texto descreve que essa geografia permitiu a expansão de organizações transnacionais e conectou problemas nacionais distintos a uma mesma economia criminosa.

Por isso, a proposta de Washington vai além de ações isoladas. A agenda prevê integração de inteligência, vigilância aérea e marítima, forças especiais, extradições e medidas contra fluxos financeiros ligados às organizações criminosas.

O movimento dá conteúdo operacional ao Escudo das Américas, coalizão lançada por Trump em março para enfrentar cartéis e grupos classificados como narcoterroristas. A iniciativa havia começado como uma reunião entre governos próximos e passa a incorporar meios e acordos concretos.

Colômbia retoma aproximação com Washington

A passagem de Rubio pela Colômbia ocorre após uma mudança política descrita como expressiva no material. Seis meses antes, o governo de Gustavo Petro não havia participado do lançamento do Escudo das Américas.

Em junho, Abelardo De La Espriella derrotou por pequena margem Iván Cepeda, candidato de Petro, e assumiu com a promessa de recompor a relação com os Estados Unidos. Em Barranquilla, na terça-feira, Rubio anunciou uma nova fase na relação bilateral.

De La Espriella propôs o chamado Plano Patriota Século 21. A proposta inclui modernização de aviões, helicópteros, radares, drones, sistemas antidrones, inteligência, defesa cibernética e treinamento de forças especiais.

O presidente também prometeu retomar a fumigação de plantações de coca e atingir laboratórios, rotas, lideranças das organizações e mecanismos de lavagem de dinheiro. Além disso, Colômbia e Estados Unidos assinaram acordos sobre minerais críticos, terras raras e cooperação nuclear civil.

Equador recebe recursos e embarcações

No Equador, a parceria já era um eixo da política externa e de segurança de Daniel Noboa. O presidente equatoriano participou do lançamento do Escudo das Américas, e a visita de Rubio teve como foco aprofundar a colaboração existente.

O país está situado entre a Colômbia e o Peru, apontados como os dois grandes produtores mundiais de cocaína. Segundo o material, o Equador deixou de ser apenas território de trânsito e se tornou plataforma logística de grupos transnacionais, além de enfrentar confrontos entre gangues.

Em 2025, o país registrou mais de 9 mil mortes violentas. Diante desse quadro, Rubio anunciou que pedirá ao Congresso americano US$ 45 milhões adicionais para a segurança equatoriana e mais US$ 10 milhões destinados ao combate à mineração ilegal, ao recrutamento por gangues e aos fluxos financeiros ilícitos.

Os Estados Unidos entregarão um navio de patrulha da Guarda Costeira de cerca de 33 metros e cinco lanchas interceptoras. As novas embarcações se somarão a outras sete fornecidas ao país neste ano.

Washington amplia ações contra grupos criminosos

Rubio classificou a gangue Los Tiguerones como organização terrorista estrangeira. Ele também anunciou sanções contra sete ex-funcionários equatorianos acusados de corrupção.

O secretário confirmou, ainda, que americanos e equatorianos já realizam operações conjuntas contra o narcotráfico marítimo. Essa frente se relaciona diretamente à posição dos portos equatorianos nas rotas do Pacífico.

A cooperação prevista pelo governo americano combina apoio operacional e instrumentos financeiros. Dessa forma, o plano busca alcançar tanto o transporte de drogas como recursos que sustentam grupos criminosos.

Peru entra no Escudo das Américas

No Peru, Keiko Fujimori venceu em junho uma eleição apertada, com 50,135% dos votos, e assumiu em julho. Antes da reunião marcada para quinta-feira, Rubio anunciou a inclusão do país no Escudo das Américas.

O secretário descreveu o Peru como um importante aliado extra-Otan. A agenda com Fujimori reúne segurança, crime organizado transnacional, defesa, investimentos e comércio.

Apesar de três anos seguidos de redução, o Peru ainda possuía 84.546 hectares de coca em 2025. O país segue como o segundo maior produtor mundial, atrás da Colômbia, segundo os dados citados no material.

A entrada peruana consolida a presença dos três países no arco de alianças proposto por Washington. Ao mesmo tempo, amplia a coordenação americana em uma faixa territorial que liga produção de coca e saídas marítimas para o Pacífico.

Disputa com China integra a agenda

A aproximação com os governos andinos não se limita ao combate aos cartéis. O material aponta que a disputa estratégica com a China compõe uma segunda camada da política americana para a região.

Na Colômbia, Rubio levou acordos sobre minerais críticos e energia nuclear. Já no Peru, contrapôs o investimento privado dos Estados Unidos a projetos respaldados por Pequim.

O Peru é grande produtor de minérios e abriga o porto de Chancay, controlado pela chinesa Cosco. Por outro lado, o governo americano associa a cooperação contra o crime organizado à tentativa de limitar a influência chinesa em infraestrutura e recursos estratégicos.

Com a viagem, Rubio transforma o Escudo das Américas em uma arquitetura diplomática baseada em equipamentos, inteligência, cooperação militar e perseguição financeira. O desenho reúne segurança, comércio, investimentos e competição geopolítica em uma mesma frente regional.

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