MEC orienta férias escolares de 2027 durante a Copa Feminina

Parecer determina ajustes obrigatórios em cidades afetadas pelo torneio e mantém autonomia para outras redes de ensino

Da
Redação
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Regras do MEC orientam a organização das férias escolares durante a Copa do Mundo Feminina de 2027 no Brasil.© Marcelo Camargo/Agência Brasil
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As férias escolares de 2027 deverão considerar a realização da Copa do Mundo Feminina da FIFA no Brasil. O Ministério da Educação (MEC) homologou regras para orientar redes públicas e privadas durante o torneio, marcado para ocorrer de 24 de junho a 25 de julho.

Nas oito cidades-sede e em cerca de 174 municípios de suas regiões metropolitanas ou áreas de influência direta, os sistemas de ensino terão de ajustar o recesso após o primeiro semestre. Nas demais localidades, estados e municípios poderão decidir se alinham as férias ao campeonato.

MEC organiza o calendário de 2027

As orientações estão no Parecer CNE/CEB nº 7/2026, elaborado pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) e homologado pelo MEC em 8 de setembro.

O documento estabelece parâmetros para a organização do calendário letivo durante o período da competição. A medida alcança redes de ensino público e privado de todo o país.

Além disso, o parecer busca oferecer segurança jurídica e uniformidade aos sistemas de ensino que precisarem reorganizar as atividades escolares por causa do torneio.

Copa reúne 32 seleções no Brasil

A Copa do Mundo Feminina terá 64 partidas entre 24 de junho e 25 de julho de 2027. Ao todo, 32 seleções participarão da competição.

O torneio será disputado em oito unidades da Federação: Minas Gerais, Ceará, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Rio de Janeiro, Bahia, São Paulo e Distrito Federal.

Essa será a primeira edição da competição realizada em um país da América do Sul, segundo as informações que embasaram as regras de calendário escolar.

Cidades afetadas ajustarão o recesso

Nas oito cidades-sede e nos municípios diretamente ligados a elas, os sistemas de ensino deverão fazer ajustes para que o recesso ocorra depois do encerramento das atividades do primeiro semestre de 2027.

A orientação considera o impacto local esperado durante os jogos. A concentração de partidas pode interferir na circulação de estudantes, profissionais da educação e demais moradores.

Por isso, o calendário deverá ser organizado de modo a permitir o acompanhamento da competição sem interromper o cumprimento das atividades letivas previstas para o ano.

Outras redes decidirão conforme a realidade local

As redes estaduais e municipais que não sofrerão impacto direto da Copa terão autonomia para decidir se adaptarão as férias ao período do torneio.

Segundo o parecer, a decisão deverá levar em conta as condições educacionais, socioeconômicas e climáticas de cada localidade.

Dessa forma, o calendário poderá variar entre os sistemas de ensino, de acordo com as necessidades de cada rede e com os efeitos esperados da competição em seu território.

Lei mantém 200 dias de aula

A reorganização das férias não elimina a obrigação de cumprir os 200 dias letivos e a carga horária mínima anual previstos na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).

Na prática, as redes deverão redistribuir as atividades escolares sem reduzir o tempo mínimo de ensino exigido pela legislação.

As regras também se aplicam aos cursos de qualificação profissional e à educação profissional técnica de nível médio previstos na LDB. O objetivo é permitir que estudantes e profissionais acompanhem os jogos, além de contribuir para a mobilidade urbana e reduzir congestionamentos nas áreas afetadas.

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