Um homem de 26 anos foi preso preventivamente na quarta-feira (9), na zona sul de São Paulo, suspeito de matar a companheira e ocultar o corpo. A polícia localizou o braço da vítima na Represa Guarapiranga em 3 de agosto.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP), Natan Roberto de Oliveira Silva confessou o feminicídio e afirmou que enviou mensagens à mãe da vítima fingindo que ela continuava viva. O caso foi registrado como feminicídio e ocultação de cadáver.
Polícia prende suspeito na zona sul
A prisão ocorreu na Rua da Paz, na zona sul da capital paulista. Conforme a SSP, os policiais cumpriram mandados de prisão temporária e de busca e apreensão relacionados ao homem apontado como autor do crime.
Durante a ação no imóvel, os agentes recolheram três celulares e um televisor. Os objetos foram encaminhados para a investigação.
Depois da prisão, o suspeito ficou submetido à prisão preventiva. A medida mantém o investigado detido durante o andamento do caso, conforme decisão judicial.
Investigação encontra parte do corpo
A polícia confirmou a morte depois de localizar o braço da vítima na Represa Guarapiranga, em 3 de agosto. A descoberta levou os investigadores a apurar a identidade da mulher e as circunstâncias do desaparecimento.
O corpo teria sido ocultado após o crime, segundo o registro policial. A investigação trata o caso como feminicídio e ocultação de cadáver.
O 92º Distrito Policial, no Parque Santo Antônio, registrou a ocorrência. A unidade conduz os procedimentos relacionados ao homicídio e à localização dos restos mortais.
Suspeito admite crime à polícia
De acordo com o relato apresentado à polícia, Natan Roberto de Oliveira Silva confessou ter matado a companheira. A informação integra a apuração policial sobre o caso.
O suspeito também afirmou que se passou pela vítima para manter contato com familiares dela. Entre as mensagens, estaria uma enviada à mãe de Samara, fingindo que a mulher permanecia viva.
A estratégia teria prolongado a falsa comunicação com a família enquanto os investigadores buscavam esclarecer o paradeiro da vítima. A confissão será analisada junto com os demais elementos reunidos no inquérito.
Caso segue sob investigação policial
O inquérito reúne a localização de parte do corpo, a prisão do suspeito, os objetos apreendidos e o depoimento atribuído a ele. Esses elementos serão avaliados pela polícia no curso da investigação.
O caso foi enquadrado inicialmente como feminicídio e ocultação de cadáver. A classificação aponta, respectivamente, para a suspeita de assassinato da companheira e para a tentativa de esconder o corpo.
A defesa de Natan Roberto de Oliveira Silva foi procurada, e o espaço permanece aberto para manifestação. Eventuais esclarecimentos deverão ser incorporados ao acompanhamento do processo.


