Vereador denuncia filho após suspeita de conteúdo sexual com IA em escola de SP

Adolescente de 15 anos é investigado em Jaú; Secretaria da Segurança Pública cita divulgação de pornografia infantil e difamação

Da
Redação
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Caso envolve a suspeita de divulgação de conteúdo sexual produzido com inteligência artificial e mobilizou autoridades em Jaú.Reprodução/Redes Sociais
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Um adolescente de 15 anos é investigado em Jaú, no interior de São Paulo, por suspeita de divulgar conteúdo sexual produzido com inteligência artificial envolvendo uma aluna de uma escola da cidade. O pai do jovem, o vereador Jonas Marques (PDT), presidente da Câmara Municipal de Bocaina, denunciou o caso no sábado (5).

Segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, a investigação apura divulgação de pornografia infantil e difamação. O vereador também relatou uma suposta ameaça relacionada ao caso e afirmou ter procurado a Central de Polícia Judiciária de Jaú e o Conselho Tutelar.

Vereador leva denúncia à polícia

Jonas Marques afirmou, em um vídeo publicado nas redes sociais, que um grupo de oito adolescentes teria participado da produção e da divulgação do material. A participação de cada jovem deverá ser apurada pelas autoridades responsáveis.

O parlamentar disse que procurou a Central de Polícia Judiciária de Jaú para registrar a denúncia. Além disso, informou que acionou o Conselho Tutelar por envolver um adolescente de 15 anos e uma estudante.

Marques também declarou que entregará o celular do filho à Polícia Civil caso o delegado responsável determine a apreensão do aparelho. A medida dependerá da condução da investigação policial.

Polícia investiga dois possíveis crimes

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública informou que o adolescente é investigado por divulgação de pornografia infantil e difamação. A pasta não detalhou, no material disponível, quais diligências já foram realizadas.

A investigação envolve um conteúdo sexual produzido com inteligência artificial e associado a uma aluna de uma escola de Jaú. A tecnologia teria sido usada para criar o material, segundo o relato que motivou a apuração.

Por se tratar de um adolescente, a apuração segue sob responsabilidade das autoridades competentes e envolve também a rede de proteção. O caso foi encaminhado à polícia e ao Conselho Tutelar.

Vereador relata suposta ameaça

Além da denúncia sobre o conteúdo produzido com inteligência artificial, Jonas Marques relatou uma suposta ameaça feita pelo namorado da estudante. Segundo o vereador, o jovem teria publicado uma foto de uma arma de fogo direcionada aos alunos da instituição.

A alegação sobre a ameaça integra o conjunto de informações apresentado pelo parlamentar às autoridades. O relato, no entanto, foi atribuído ao vereador e não aparece, no material disponível, como conclusão da investigação.

Marques também criticou a escola por, segundo ele, não ter comunicado imediatamente o caso às autoridades. A instituição apresentou uma versão diferente sobre a origem e o encaminhamento do conteúdo.

Escola abre apuração e acolhe aluna

O Colégio São Lucas afirmou que o conteúdo teve origem em uma plataforma digital privada, fora do ambiente escolar e do controle da instituição. A escola informou ainda que adotou medidas de proteção e acolhimento para a aluna.

A instituição também comunicou a abertura de uma apuração interna. Segundo o colégio, o objetivo é analisar as circunstâncias relacionadas ao caso dentro de suas atribuições.

Além disso, a escola declarou ser contrária à disseminação e à exposição do material nas redes sociais. A direção orientou que eventuais provas sejam encaminhadas diretamente à instituição, sem compartilhamento público.

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