Morte de esposa de PM em Embu das Artes é investigada como suspeita

Larissa da Cruz Morata, de 29 anos, foi encontrada com um tiro na cabeça no banheiro de casa; marido relatou suicídio, versão contestada pela família.

Da
Redação
A Redação do Jornal Maior reúne a produção jornalística do portal, com cobertura dos principais acontecimentos do Brasil e do mundo.
4 min leitura
A polícia investiga as circunstâncias da morte de Larissa da Cruz Morata, em Embu das Artes.Reprodução/Redes sociais
Ouvir notícia
00:00 / 00:00

A morte suspeita de Larissa da Cruz Morata, de 29 anos, é investigada pela polícia em Embu das Artes, na Grande São Paulo. Ela foi encontrada com um tiro na cabeça no banheiro da casa onde vivia com o marido, um policial militar, e o filho do casal, de dois anos.

O caso ocorreu na manhã de domingo (6). O marido informou à Polícia Militar que Larissa havia tirado a própria vida, mas familiares contestam essa versão. A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) registrou a ocorrência como morte suspeita e solicitou exames periciais.

Polícia apura morte suspeita

A SSP-SP informou que investiga as circunstâncias da morte. Até o momento, conforme as informações disponíveis, não há conclusão divulgada sobre como ocorreu o disparo.

O registro como morte suspeita mantém em apuração as circunstâncias relatadas no local. Os exames periciais solicitados pela pasta devem integrar a investigação.

A vítima foi localizada baleada no banheiro da residência do casal, no bairro Chácaras Bartira. A casa também era compartilhada pelo filho de Larissa e do policial militar.

Marido relata discussão e disparo

Segundo o relato atribuído ao policial militar, ele chegou em casa por volta das 6h, discutiu com Larissa e foi dormir. Mais tarde, disse ter acordado com o barulho de um tiro.

De acordo com esse depoimento, ele encontrou a mulher caída no banheiro, com um ferimento de arma de fogo na cabeça. O homem acionou a Polícia Militar por volta das 11h.

O policial também afirmou que a arma estava ao lado do corpo. Segundo sua versão, o armamento era particular e ficava guardado em uma gaveta de uma cômoda no quarto.

Família contesta hipótese de suicídio

Familiares de Larissa dizem não acreditar que ela tenha tirado a própria vida. A divergência entre essa posição e o relato apresentado pelo marido é um dos elementos do caso que está sob investigação.

A avó da vítima afirmou que Larissa enviou uma mensagem por volta das 9h. Nela, segundo a familiar, a jovem dizia que havia se separado do policial.

A informação sobre a mensagem foi apresentada pela família e não representa, por si só, uma conclusão da investigação. A SSP-SP informou apenas que apura as circunstâncias do ocorrido.

Larissa trabalhava na área da saúde

Larissa da Cruz Morata era técnica de radiologia e havia concluído a formação na área cerca de sete anos antes. Nas redes sociais, ela se apresentava como alguém ligada à saúde e ao cuidado com outras pessoas.

Na época da morte, Larissa trabalhava em uma farmácia administrada por ela e pelo marido. O casal morava no bairro Chácaras Bartira, em Embu das Artes.

A apuração policial ocorre enquanto familiares aguardam esclarecimentos sobre o caso. Os resultados das perícias solicitadas poderão ajudar a estabelecer as circunstâncias da morte.

WhatsAppFacebook
Share This Article
Nenhum comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *