Sarampo chega a 30 casos confirmados em São Paulo; 22 pacientes não tinham vacinação completa

Secretaria Estadual da Saúde confirmou dois novos casos em crianças menores de dois anos; capital concentra a maioria das ocorrências

Da
Redação
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Vacinação contra o sarampo continua disponível nas Unidades Básicas de Saúde de São Paulo.Getty Images/South_agency
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O sarampo chegou a 30 casos confirmados no estado de São Paulo em 2026. A Secretaria de Estado da Saúde confirmou nesta quarta-feira (9) dois novos registros na capital paulista, ambos envolvendo crianças menores de dois anos.

Do total, 27 casos ocorreram na capital, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos. Em 22 ocorrências, os pacientes não tinham registro de vacinação contra a doença ou apresentavam o esquema vacinal incompleto.

São Paulo concentra os casos confirmados

A capital paulista reúne a maior parte dos casos registrados no estado. Os demais municípios citados pela Secretaria Estadual da Saúde são São Bernardo do Campo, com dois casos, e Guarulhos, com um.

Os dois novos registros estão relacionados a cadeias de transmissão já identificadas. Por isso, as equipes de vigilância epidemiológica acompanham os casos e as pessoas que tiveram contato com os pacientes.

A confirmação dos registros amplia o total estadual para 30 ocorrências. O número inclui casos identificados ao longo do ano em diferentes municípios paulistas.

Cadeias de transmissão seguem monitoradas

As autoridades de saúde identificaram quatro cadeias de transmissão de sarampo no estado neste ano. A primeira surgiu entre março e abril e foi associada a dois casos importados.

Essa cadeia foi encerrada depois de 12 semanas sem novos registros relacionados. As outras três foram identificadas em junho, julho e agosto.

As cadeias mais recentes continuam sob acompanhamento das equipes estaduais e municipais. O trabalho envolve a investigação dos casos, a localização dos contatos e o monitoramento dessas pessoas.

Vigilância avalia medidas de controle

As equipes de vigilância epidemiológica analisam cada caso e os vínculos de transmissão identificados. A partir dessa avaliação, podem definir a necessidade de vacinação e de outras medidas de controle.

O acompanhamento também busca identificar pessoas que tiveram contato com os pacientes. Dessa forma, os serviços de saúde podem observar a ocorrência de novos casos associados às cadeias já conhecidas.

A dose zero pode ser indicada para crianças que tiveram contato com pessoas com suspeita ou confirmação de sarampo. A decisão depende da avaliação das equipes de vigilância.

Vacinação continua disponível nas UBSs

As campanhas específicas de vacinação contra o sarampo foram encerradas, mas a imunização continua disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs).

Para bebês de 6 meses a 11 meses e 29 dias que moram nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, permanece disponível a chamada dose zero da vacina tríplice viral.

Essa dose também pode ser considerada para crianças expostas a casos suspeitos ou confirmados, conforme a avaliação da vigilância epidemiológica.

Calendário muda conforme a idade

Bebês de 12 meses devem receber a primeira dose da vacina contra o sarampo. Aos 15 meses, está prevista a segunda dose, conforme o esquema indicado para a faixa etária.

Pessoas de 15 meses a 29 anos precisam ter duas doses registradas na caderneta, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas. Já quem tem de 30 a 59 anos deve apresentar pelo menos uma dose registrada.

Trabalhadores da saúde precisam ter duas doses da vacina, independentemente da idade. A conferência da caderneta ajuda a identificar a necessidade de completar o esquema.

Dose zero não substitui o calendário

A dose zero aplicada antes de a criança completar 1 ano não substitui as doses previstas no calendário de vacinação.

Mesmo após receber a dose antecipada, a criança deve tomar normalmente a primeira dose aos 12 meses e a segunda aos 15 meses.

Com os novos registros, a Secretaria Estadual da Saúde mantém o monitoramento das cadeias de transmissão e reforça a importância de verificar a situação vacinal nas UBSs.

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