Dengue passa de 58 mil casos e soma 42 mortes em São Paulo

Estado ainda investiga 30 óbitos; Taubaté concentra o maior número de mortes confirmadas pela doença

Da
Redação
A Redação do Jornal Maior reúne a produção jornalística do portal, com cobertura dos principais acontecimentos do Brasil e do mundo.
5 min leitura
São Paulo confirmou 58.683 casos de dengue desde o início de 2026, segundo a Secretaria da Saúde.© Fernando Frazão/Agência Brasil
Ouvir notícia
00:00 / 00:00

São Paulo confirmou 58.683 casos de dengue desde o início de 2026, além de 42 mortes provocadas pela doença, segundo a Secretaria da Saúde do estado. Outros 30 óbitos continuam sob investigação e podem alterar o balanço divulgado.

Os números foram informados em 6 de setembro de 2026, mas o material não especifica a data exata de referência da atualização epidemiológica. Por isso, os dados são apresentados conforme o período indicado pela pasta: desde o começo do ano.

Dengue reúne diferentes níveis de gravidade

Do total confirmado, 57.402 casos foram classificados como dengue sem sinais de alarme. Outros 1.180 apresentaram sinais de alarme, enquanto 101 foram considerados casos graves.

Segundo a classificação citada pela Secretaria da Saúde, os sinais de alarme incluem vômito, dor abdominal e sangramento de mucosas, entre outros sintomas.

Já a dengue grave envolve situações como choque ou desconforto respiratório, sangramento grave e comprometimento severo de órgãos. A distinção ajuda a dimensionar a pressão sobre a rede de atendimento.

Estado mantém milhares de suspeitas em análise

Além dos casos confirmados, mais de 297 mil suspeitas foram descartadas em São Paulo. Ainda assim, 7.256 notificações permanecem em análise.

Esses registros dependem da conclusão de exames ou da aplicação de critérios clínico-epidemiológicos. Dessa forma, o total pode sofrer alterações à medida que as investigações terminarem.

A existência de mortes sob investigação também impede que o balanço seja considerado definitivo. A Secretaria da Saúde confirmou 42 óbitos, mas avalia outros 30 casos.

Taubaté concentra mais mortes confirmadas

Taubaté aparece como o município paulista com o maior número de mortes decorrentes da dengue no levantamento divulgado.

Segundo as informações fornecidas, sete pacientes com idades entre 10 e 79 anos morreram na cidade. Também foram registradas quatro mortes entre pessoas com mais de 80 anos.

O material não apresenta a distribuição completa dos óbitos entre os demais municípios do estado. Por isso, não é possível detalhar, a partir dos dados disponíveis, o total de mortes por cidade além do destaque para Taubaté.

Secretaria reforça vigilância na temporada de transmissão

A Secretaria da Saúde afirma manter acompanhamento contínuo da arbovirose no estado. A pasta dá atenção especial ao período entre outubro e maio, quando ocorrem mais transmissões.

Enquanto isso, os municípios são orientados a atualizar seus planos locais de contingência. A secretaria também informa que verifica regularmente estoques de medicamentos e insumos.

O objetivo das medidas é preparar a vigilância e a rede de atendimento para mudanças no cenário epidemiológico. Conforme a evolução dos casos, a capacidade de atendimento poderá ser ampliada temporariamente, segundo a pasta.

Plano considera possível efeito do El Niño

Em agosto, o governo paulista lançou o Plano Estadual de Preparação e Resposta em Saúde para o Fenômeno El Niño. A iniciativa adapta as ações de saúde diante da possibilidade de aumento dos casos de dengue.

O plano prevê a identificação de regiões prioritárias e o fortalecimento das salas de situação. Além disso, inclui apoio aos municípios na organização da vigilância e da rede assistencial.

A relação entre o fenômeno climático e a evolução dos casos aparece no material como uma possibilidade considerada pelo plano estadual. O conteúdo fornecido não apresenta uma estimativa numérica de impacto.

Governo cita repasses para atenção primária

A Secretaria da Saúde informou que o governo estadual repassou mais de R$ 1,5 bilhão aos 645 municípios desde 2024, por meio do IGM SUS Paulista.

De acordo com a pasta, os recursos fortalecem a Atenção Primária e consideram o enfrentamento das arboviroses urbanas entre os critérios do programa.

O balanço da dengue, no entanto, ainda pode mudar. Além das 7.256 suspeitas pendentes, os 30 óbitos em investigação serão avaliados antes de uma eventual atualização do número de mortes.

WhatsAppFacebook
Share This Article
Nenhum comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *