Richarlison pode pedir a rescisão de seu contrato com o Tottenham para viabilizar uma transferência ao Vasco. Segundo informações atribuídas ao ge no material que motivou a notícia, o estafe do atacante se incomodou com a decisão do clube inglês de não inscrevê-lo na Premier League e direcioná-lo à equipe sub-21.
O jogador, declarado torcedor do Vasco, busca a liberação para defender o clube carioca ao menos até o fim de 2026. Para que a contratação ocorra nesta janela, porém, o vínculo com o Tottenham precisa terminar até sexta-feira (11), data indicada como limite para transferências.
Richarlison busca deixar o Tottenham
O possível pedido de rescisão surge após Richarlison ficar fora da inscrição do Tottenham na Premier League. Além disso, o clube o colocou à disposição da equipe sub-21, de acordo com o relato publicado.
Sem participação na principal competição nacional inglesa, o atacante passou a avaliar uma saída. A medida cogitada é o encerramento unilateral do contrato, caso a negociação direta não produza um acordo.
Os advogados do jogador estariam dispostos a levar o caso à Justiça para buscar o fim do vínculo. Esse caminho dependeria da argumentação apresentada pela defesa do atleta sobre sua situação no clube.
Vasco depende do prazo da janela
O Vasco é o destino desejado por Richarlison, conforme o material. A intenção é que o atacante assine ao menos até o encerramento de 2026.
O calendário impõe uma condição central à operação. A rescisão precisa ser concluída até sexta-feira (11), quando se fecha a janela de transferências mencionada na reportagem.
Por isso, uma eventual disputa para encerrar o contrato teria impacto direto na possibilidade de registro do jogador pelo clube carioca. O prazo também reduz a margem para uma solução negociada entre as partes.
Tottenham pede 20 milhões de libras
O Tottenham aceita negociar o atacante, mas pede 20 milhões de libras pela venda, segundo o material. Na cotação citada na publicação, o valor corresponde a cerca de R$ 118 milhões.
O Vasco não teria condições financeiras de atender à pedida do clube inglês. Dessa forma, tentou discutir um empréstimo para trazer o jogador.
A alternativa não avançou devido à regra da Fifa citada na reportagem, que limita a seis o número de atletas cedidos por empréstimo a clubes de outros países. Com venda e empréstimo sem acordo, a rescisão passou a ser considerada pelo jogador.
Caso de Renan Lodi serve de referência
O material compara a situação à de Renan Lodi, que obteve uma rescisão unilateral com o Al-Hilal. Naquele episódio, o lateral alegou que o clube saudita o impedia de exercer a profissão após não inscrevê-lo na competição nacional.
Depois do término do vínculo, Renan Lodi acertou com o Atlético-MG. O precedente é mencionado porque também envolveu a ausência de inscrição de um atleta em competição do país onde atuava.
Os casos, no entanto, envolvem clubes, contratos e circunstâncias próprios. No caso de Richarlison, a definição sobre uma saída do Tottenham pode determinar se haverá tempo para a assinatura com o Vasco antes do fechamento da janela.


