A Federação Belga de Futebol (RBFA) condicionou o apoio à candidatura de Gianni Infantino a um novo mandato na presidência da Fifa à apresentação de explicações sobre o caso do cartão vermelho de Folarin Balogun e outras decisões de governança. A posição foi divulgada nesta segunda-feira, 7 de setembro.
Balogun, atacante dos Estados Unidos, teve a suspensão automática interrompida pela Fifa após receber cartão vermelho na Copa do Mundo. Com a alteração, ele pôde enfrentar a Bélgica nas oitavas de final. Segundo a federação belga, a entidade ainda não justificou adequadamente a decisão.
Bélgica condiciona apoio a Infantino
A RBFA informou que não apoiará a candidatura de Infantino enquanto não receber respostas consideradas satisfatórias sobre a condução do processo disciplinar. A federação também questiona outras decisões relacionadas à administração do futebol internacional.
A entidade belga afirma que busca esclarecer como a Fifa chegou à decisão sobre Balogun e quais critérios serão usados em casos semelhantes no futuro. Por isso, a discussão ultrapassa o episódio envolvendo o jogador dos Estados Unidos.
Para a RBFA, regras mais claras são necessárias para dar previsibilidade aos procedimentos disciplinares. A federação relaciona essa cobrança à transparência, à boa governança e à credibilidade do futebol internacional.
Fifa alterou suspensão de Balogun
O caso começou com o cartão vermelho recebido por Balogun durante a Copa do Mundo. A punição automática foi interrompida pela Fifa, o que permitiu a participação do atacante na partida contra a Bélgica pelas oitavas de final.
Dois meses após os acontecimentos, constatamos que nossas perguntas permanecem sem resposta até o momento”
Pascale Van Damme, presidente da Federação Belga de Futebol (RBFA)
De acordo com o material divulgado pela federação belga, a decisão ocorreu depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pedir pessoalmente a Infantino que revisasse o caso. A RBFA considera que a Fifa não apresentou uma explicação adequada para a mudança.
A federação também afirma não ter recebido esclarecimentos sobre a forma como situações parecidas serão analisadas. Dessa forma, a entidade quer que a Fifa estabeleça parâmetros aplicáveis a futuros processos disciplinares.
Federação cobra respostas na Fifa
A RBFA solicitou que o caso Balogun seja incluído na pauta da próxima reunião do Conselho da Fifa, marcada para 15 de outubro. O encontro será a oportunidade indicada pela federação para discutir formalmente o episódio.
Pascale Van Damme, presidente da RBFA, afirmou que a federação manteve comunicação serena e construtiva com a Fifa durante e depois da Copa do Mundo. Segundo ela, as perguntas apresentadas pela Bélgica continuavam sem resposta dois meses após os acontecimentos.
A dirigente também defendeu explicações para todas as partes envolvidas e a avaliação de possíveis melhorias nos procedimentos atuais. A declaração indica que a federação pretende combinar a cobrança pública com a continuidade do diálogo institucional.
Bélgica amplia questionamentos de governança
Além do caso Balogun, a RBFA questiona decisões e avaliações relacionadas à Fifa Forward Enterprise. Para a federação, essas medidas não foram justificadas de maneira suficiente, o que aumentou as preocupações sobre transparência e governança.
A federação belga também se posicionou contra a proposta da Fifa de vender uma participação nos direitos comerciais da Copa do Mundo. A entidade declarou manter compromisso com um modelo independente e sustentável para o futebol internacional.
Enquanto isso, a RBFA afirmou que continua em contato próximo com a Uefa sobre as duas questões. A federação pretende seguir pressionando por maior transparência nas decisões da Fifa, enquanto aguarda a reunião do Conselho prevista para outubro.


