A Polícia Federal intimou o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o ex-presidente da autarquia Roberto Campos Neto a prestar depoimento como testemunhas no caso Banco Master. Os depoimentos ainda não têm data marcada.
A investigação apura a suposta atuação de funcionários do Banco Central para favorecer o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, apontado como dono do Banco Master. Além de Galípolo e Campos Neto, a PF chamou o diretor de Fiscalização do BC, Ailton Aquino, e o banqueiro André Esteves, do BTG Pactual.
PF chama dirigentes do Banco Central
As intimações alcançam o atual presidente do Banco Central e seu antecessor, que deixou o comando da instituição antes de Galípolo. Ambos devem ser ouvidos na condição de testemunhas.
A PF também intimou Ailton Aquino, diretor de Fiscalização do Banco Central. A área de fiscalização integra a estrutura da autarquia responsável pela supervisão das instituições financeiras.
André Esteves, do BTG Pactual, completa a relação de pessoas citadas para depor. A informação divulgada não estabelece uma data para as oitivas nem detalha a ordem em que elas ocorrerão.
Investigação apura suposto favorecimento
O inquérito trata de suspeitas de favorecimento a Daniel Vorcaro por parte de funcionários do Banco Central. A apuração está sob responsabilidade da Polícia Federal.
O Banco Central como um todo”
Daniel Vorcaro
Segundo a descrição do caso, o foco recai sobre condutas atribuídas a servidores da autarquia em assuntos que envolviam o Banco Master. Trata-se de uma investigação, e as pessoas chamadas foram intimadas como testemunhas.
A convocação de dirigentes e ex-dirigentes do BC insere seus depoimentos na coleta de informações sobre esses fatos. Dessa forma, a PF busca esclarecer os contatos e procedimentos relacionados aos processos administrativos citados na apuração.
Vorcaro menciona fusão com o BRB
Em depoimento prestado à Polícia Federal em 28 de agosto, Vorcaro citou o Banco Central e Gabriel Galípolo ao falar da fusão entre o Banco Master e o BRB, o Banco de Brasília.
De acordo com o relato atribuído a Vorcaro, a autarquia e Galípolo teriam incentivado a operação. Essa declaração integra o material considerado no inquérito.
A menção à fusão conecta a investigação a uma negociação que envolveria o Banco Master e o BRB. A PF agora prevê ouvir as testemunhas intimadas sobre o contexto apurado.
PF descreve contatos recorrentes
Segundo a Polícia Federal, servidores do Banco Central mantinham contatos recorrentes com Daniel Vorcaro. A corporação afirma que esses contatos se relacionavam a processos administrativos envolvendo o Banco Master.
Na versão apresentada pela PF, os funcionários teriam fornecido orientações estratégicas sobre a atuação do Banco Central nesses procedimentos. Entre os pontos citados estão sugestões de abordagens e de argumentos para reuniões com dirigentes da autarquia.
Os depoimentos de Galípolo, Campos Neto, Aquino e Esteves devem compor essa etapa da investigação. Por enquanto, a PF não informou quando marcará as oitivas.


