PF chama dirigentes do BC a depor no caso Banco Master

Gabriel Galípolo, Roberto Campos Neto, Ailton Aquino e André Esteves foram intimados como testemunhas; investigação apura suposta atuação para favorecer Daniel Vorcaro.

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Redação
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A Polícia Federal intimou dirigentes atuais e antigos do Banco Central como testemunhas no caso Banco Master., participa de uma coletiva de imprensa na sede do banco em Brasília, Brasil, em 26 de março de 2026. REUTERS/Adriano Machado
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A Polícia Federal intimou o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o ex-presidente da autarquia Roberto Campos Neto a prestar depoimento como testemunhas no caso Banco Master. Os depoimentos ainda não têm data marcada.

A investigação apura a suposta atuação de funcionários do Banco Central para favorecer o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, apontado como dono do Banco Master. Além de Galípolo e Campos Neto, a PF chamou o diretor de Fiscalização do BC, Ailton Aquino, e o banqueiro André Esteves, do BTG Pactual.

PF chama dirigentes do Banco Central

As intimações alcançam o atual presidente do Banco Central e seu antecessor, que deixou o comando da instituição antes de Galípolo. Ambos devem ser ouvidos na condição de testemunhas.

A PF também intimou Ailton Aquino, diretor de Fiscalização do Banco Central. A área de fiscalização integra a estrutura da autarquia responsável pela supervisão das instituições financeiras.

André Esteves, do BTG Pactual, completa a relação de pessoas citadas para depor. A informação divulgada não estabelece uma data para as oitivas nem detalha a ordem em que elas ocorrerão.

Investigação apura suposto favorecimento

O inquérito trata de suspeitas de favorecimento a Daniel Vorcaro por parte de funcionários do Banco Central. A apuração está sob responsabilidade da Polícia Federal.

O Banco Central como um todo”

Daniel Vorcaro

Segundo a descrição do caso, o foco recai sobre condutas atribuídas a servidores da autarquia em assuntos que envolviam o Banco Master. Trata-se de uma investigação, e as pessoas chamadas foram intimadas como testemunhas.

A convocação de dirigentes e ex-dirigentes do BC insere seus depoimentos na coleta de informações sobre esses fatos. Dessa forma, a PF busca esclarecer os contatos e procedimentos relacionados aos processos administrativos citados na apuração.

Vorcaro menciona fusão com o BRB

Em depoimento prestado à Polícia Federal em 28 de agosto, Vorcaro citou o Banco Central e Gabriel Galípolo ao falar da fusão entre o Banco Master e o BRB, o Banco de Brasília.

De acordo com o relato atribuído a Vorcaro, a autarquia e Galípolo teriam incentivado a operação. Essa declaração integra o material considerado no inquérito.

A menção à fusão conecta a investigação a uma negociação que envolveria o Banco Master e o BRB. A PF agora prevê ouvir as testemunhas intimadas sobre o contexto apurado.

PF descreve contatos recorrentes

Segundo a Polícia Federal, servidores do Banco Central mantinham contatos recorrentes com Daniel Vorcaro. A corporação afirma que esses contatos se relacionavam a processos administrativos envolvendo o Banco Master.

Na versão apresentada pela PF, os funcionários teriam fornecido orientações estratégicas sobre a atuação do Banco Central nesses procedimentos. Entre os pontos citados estão sugestões de abordagens e de argumentos para reuniões com dirigentes da autarquia.

Os depoimentos de Galípolo, Campos Neto, Aquino e Esteves devem compor essa etapa da investigação. Por enquanto, a PF não informou quando marcará as oitivas.

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