Polícia Civil bloqueia mais de R$ 13 milhões em operação no Ceará

Ação contra organização criminosa do Rio de Janeiro cumpriu 17 mandados de prisão e 23 de busca em Fortaleza e outros três municípios

Da
Redação
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Operação da Polícia Civil do Ceará cumpriu mandados de prisão e busca em Fortaleza e outros três municípios.Divulgação/PCCE
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A Polícia Civil do Ceará deflagrou, na manhã desta quarta-feira (9), uma operação contra integrantes de uma organização criminosa do Rio de Janeiro que atuaria no estado. A Justiça autorizou o bloqueio de mais de R$ 13 milhões em bens e valores vinculados aos investigados.

Coordenada pela Delegacia de Narcóticos (Denarc), a ação cumpriu 17 mandados de prisão preventiva e 23 de busca e apreensão em Fortaleza, Pacajus, Itaitinga e Aracati. Os alvos são investigados por lavagem de dinheiro, comércio ilegal de armas e tentativa de levar dispositivos de comunicação para unidades prisionais.

Polícia Civil bloqueia valores dos investigados

O bloqueio financeiro foi autorizado pela Justiça do Ceará como parte das medidas para interromper a movimentação de recursos atribuída ao grupo. A ordem alcançou bens e valores relacionados aos alvos da operação.

Segundo a Polícia Civil, o montante bloqueado supera R$ 13 milhões. A medida ocorreu simultaneamente ao cumprimento das prisões e das buscas realizadas em diferentes municípios cearenses.

Durante a operação, os agentes apreenderam veículos e aparelhos celulares. Os materiais recolhidos ficaram vinculados aos procedimentos conduzidos pela unidade especializada.

Operação cumpre prisões em quatro cidades

As ordens judiciais foram cumpridas em bairros de Fortaleza e nos municípios de Pacajus, Itaitinga e Aracati. Ao todo, 40 equipes da Polícia Civil participaram da ação.

Entre os 17 mandados de prisão preventiva, 13 foram cumpridos contra investigados que estavam em liberdade. Outros quatro foram direcionados a suspeitos que já estavam presos no sistema penitenciário cearense.

Após as capturas, os suspeitos foram encaminhados à unidade especializada para os procedimentos legais. Em seguida, ficaram à disposição da Justiça.

Investigação começa após uso de drone

A investigação teve início em abril de 2025, após a prisão de um homem que, segundo a Polícia Civil, tentava levar materiais eletrônicos e entorpecentes para uma unidade prisional.

O transporte teria contado com o auxílio de um drone. A partir desse episódio, os investigadores passaram a apurar a estrutura e a atuação da organização criminosa no Ceará.

As diligências também buscaram esclarecer conexões entre o grupo e atividades relacionadas ao tráfico de drogas, ao comércio ilegal de armas e à lavagem de dinheiro.

Grupo é investigado por lavagem de dinheiro

A lavagem de dinheiro aparece entre os crimes investigados pela Polícia Civil. O bloqueio de bens e valores integra a estratégia de atingir a estrutura financeira atribuída aos suspeitos.

Além da movimentação financeira, os investigadores apuram o comércio ilegal de armas de fogo. A operação também mira a tentativa de introduzir dispositivos de comunicação em presídios.

As suspeitas ainda serão analisadas no curso dos procedimentos judiciais. Os mandados cumpridos nesta quarta-feira fazem parte da investigação conduzida pela Denarc.

Ação reúne 40 equipes policiais

A mobilização envolveu 40 equipes da Polícia Civil para executar as ordens em endereços distribuídos pelo Ceará. A operação combinou prisões preventivas, buscas e medidas de bloqueio patrimonial.

As buscas resultaram na apreensão de veículos e celulares. Esses itens foram recolhidos durante o cumprimento das decisões judiciais.

A atuação em Fortaleza, Pacajus, Itaitinga e Aracati permitiu cumprir medidas contra investigados que estavam em liberdade e também contra suspeitos já presos.

Suspeitos ficam à disposição da Justiça

Depois das prisões, os investigados passaram pelos procedimentos legais na unidade especializada da Polícia Civil. Na sequência, foram colocados à disposição da Justiça.

A operação também alcançou quatro suspeitos que já estavam no sistema penitenciário cearense. Nesse caso, os mandados foram cumpridos dentro do conjunto de medidas autorizadas judicialmente.

O bloqueio superior a R$ 13 milhões e as apreensões realizadas fazem parte das providências adotadas para interromper as atividades atribuídas ao grupo criminoso no estado.

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