Brasil lidera frota de carros blindados enquanto Arclin conclui compra de negócio da DuPont

Aquisição de US$ 1,8 bilhão inclui as marcas Kevlar e Nomex e pode ampliar o acesso a tecnologias para proteção automotiva

Da
Redação
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O Brasil registrou 42,8 mil novos carros blindados em 2025, segundo dados da Abrablin com base em informações do Exército.
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O Brasil lidera o mercado mundial de carros blindados e encerrou 2025 com 42,8 mil novas unidades, segundo levantamento da Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin), com dados do Exército. Nesse cenário, a Arclin concluiu em abril a aquisição da operação de aramidas da DuPont, em uma transação de US$ 1,8 bilhão que inclui as marcas Kevlar e Nomex.

A operação reúne ativos industriais e cerca de 1,8 mil funcionários em diferentes países. Além disso, coloca sob controle da Arclin tecnologias empregadas em blindagem automotiva, equipamentos de proteção individual, defesa, setor aeroespacial e infraestrutura.

Brasil amplia a frota blindada

O mercado brasileiro de carros blindados vem registrando recordes consecutivos. Em 2023, foram 29.296 veículos blindados no país, volume que já representava um recorde histórico.

No ano seguinte, o número superou 34 mil unidades. Já em 2025, chegou a 42,8 mil novos veículos, alta de 24,6% sobre o recorde de 2024, de acordo com os dados citados pela Abrablin.

Com esse ritmo, a frota nacional alcançou cerca de 400 mil unidades. Por isso, o país se tornou um mercado estratégico para fabricantes de materiais voltados à proteção balística.

Arclin assume marcas da DuPont

A aquisição anunciada pela Arclin envolve a operação de aramidas da DuPont, uma classe de fibras sintéticas conhecida pela resistência mecânica e pela estabilidade térmica. As marcas Kevlar e Nomex estão entre os principais ativos incorporados ao portfólio.

Segundo a companhia, a estratégia prevê manter a continuidade do atendimento aos clientes e investir em capacidade produtiva, inovação e desenvolvimento de novas aplicações para as fibras de aramida.

Kevlar e Nomex são referências em seus respectivos setores”

Mark Glaspey, presidente da Arclin

A Arclin já atuava no Brasil antes da compra. Com a transação, a empresa amplia sua presença em segmentos considerados críticos e passa a controlar tecnologias associadas a diferentes aplicações de alto desempenho.

Materiais mais leves apoiam a blindagem

A instalação de proteção balística acrescenta peso à estrutura original dos veículos. Dessa forma, a indústria busca materiais capazes de combinar resistência, menor massa e desempenho adequado.

Essa busca pode ajudar a preservar características como desempenho, eficiência e dirigibilidade dos automóveis blindados. A evolução das fibras de aramida se conecta diretamente a esse desafio técnico.

Entre os desenvolvimentos associados à plataforma Kevlar está o Kevlar EXO, fibra de aramida de nova geração desenvolvida pela DuPont. O material é apresentado como uma solução com desempenho balístico, flexibilidade e leveza.

Tecnologia alcança outros setores

As fibras incorporadas pela Arclin não se limitam à blindagem automotiva. A plataforma também atende equipamentos de proteção individual, aplicações de defesa, projetos aeroespaciais e infraestrutura.

Essa diversidade permite que a empresa amplie as possibilidades de uso das aramidas em diferentes cadeias industriais. Ao mesmo tempo, mantém Kevlar e Nomex vinculadas a mercados que exigem resistência e estabilidade dos materiais.

A transação também inclui operações industriais. A Arclin afirma que pretende preservar a confiabilidade dos produtos enquanto amplia suas aplicações e moderniza a capacidade produtiva.

Continuidade não significa ficar parado.”

Bradley Bolduc, CEO da Arclin

Empresa promete investir no longo prazo

Mark Glaspey, presidente da Arclin, afirmou que a companhia está entusiasmada com a incorporação da plataforma de aramidas ao portfólio de ciência dos materiais. A declaração ocorreu no anúncio da conclusão da operação.

A empresa também associa a nova fase a inovação, disciplina técnica e relacionamento com os clientes. Esses eixos devem orientar a integração das operações adquiridas e o desenvolvimento de novos produtos.

Bradley Bolduc, CEO da Arclin, disse que a companhia pretende investir ao longo dos ciclos econômicos, modernizar operações e ampliar aplicações. Para ele, a condição de empresa privada favorece uma visão de longo prazo.

Mercado brasileiro ganha relevância

O tamanho da frota e o crescimento anual explicam a relevância do Brasil para a estratégia da Arclin. O país combina uma base próxima de 400 mil veículos blindados com uma sequência recente de recordes.

Esse cenário cria demanda por soluções que reduzam o impacto do peso adicional sem comprometer a proteção balística. Por outro lado, a adoção de novos materiais depende da aplicação industrial e das exigências específicas de cada projeto.

Com a aquisição da operação de aramidas da DuPont, a Arclin passa a concentrar marcas, operações e tecnologias que podem influenciar a evolução do segmento. A empresa afirma que dará continuidade ao atendimento enquanto amplia investimentos e aplicações.

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