Três furacões se formaram simultaneamente no Pacífico Oriental, segundo imagens captadas pelo satélite NOAA-21. Os sistemas foram identificados como Lowell, Karina e Marie, e o registro é associado às condições de aquecimento do oceano durante o El Niño.
O material informa que a imagem foi feita na quarta-feira, dia 2, pelo instrumento VIIRS, da plataforma orbital. A ocorrência de três sistemas ao mesmo tempo no Pacífico Oriental ou Central não era registrada desde 2015, quando Kilo, Ignacio e Jimena também foram observados durante um episódio de El Niño.
Satélite registra os três sistemas
O satélite NOAA-21 utiliza o VIIRS, sigla em inglês para Visible Infrared Imaging Radiometer Suite. O instrumento capta informações em diferentes faixas do espectro e, neste caso, registrou os furacões em uma imagem de temperatura de brilho.
Na representação descrita pelo material, os sistemas aparecem em tons mais escuros de roxo. Lowell está à esquerda, seguido por Karina e Marie, na ordem apresentada na imagem.
A fonte também relaciona o registro ao aquecimento do oceano provocado pelo El Niño. No entanto, o material não apresenta uma análise técnica que permita afirmar, isoladamente, que o fenômeno climático tenha causado diretamente cada furacão.
Furacões podem ganhar força
As projeções citadas no material indicam que Lowell e Karina poderiam alcançar as categorias 3 ou 4. Marie, por sua vez, poderia se aproximar da categoria 3.
Essas informações são apresentadas como possibilidade de intensidade, e não como confirmação de que os três sistemas já haviam atingido essas categorias. O texto fornecido também não detalha velocidades máximas dos ventos, pressão atmosférica ou trajetórias.
Por isso, a imagem comprova a presença simultânea dos sistemas, mas não substitui os boletins meteorológicos usados para acompanhar a evolução e a classificação de cada furacão.
El Niño favorece o aquecimento
O material descreve o El Niño como parte do contexto climático da formação dos sistemas no Pacífico Oriental. O fenômeno está associado ao aquecimento anormal das águas do oceano, condição que pode influenciar a atividade atmosférica.
A relação apresentada, contudo, deve ser tratada com cautela. A fonte afirma que o aquecimento criou condições para o desenvolvimento de mais tempestades, mas não fornece dados comparativos nem uma avaliação científica específica para os três furacões.
A NASA também é citada por uma publicação recente do Earthdata sobre a relação entre o El Niño e a precipitação. O material não informa, porém, as conclusões detalhadas desse estudo.
Registro repete evento de 2015
A simultaneidade dos três furacões tem um antecedente informado no próprio material. Em 2015, os sistemas Kilo, Ignacio e Jimena foram registrados no Pacífico Oriental ou Central durante outro período de El Niño.
Naquele ano, o instrumento VIIRS instalado no satélite Suomi NPP também captou uma imagem com os três sistemas. A comparação ajuda a dimensionar a raridade do registro atual, embora os dados fornecidos não indiquem a duração ou a intensidade dos dois episódios.
O novo registro reúne, portanto, três elementos: a observação por satélite, a presença simultânea de Lowell, Karina e Marie e a associação com um período de El Niño. A evolução prevista dos furacões depende do acompanhamento meteorológico posterior.


