A aprovação de Trump caiu para 33% entre os eleitores registrados nos Estados Unidos, segundo pesquisa da Focaldata para o Financial Times. O resultado representa recuo de três pontos percentuais em relação ao mês anterior e o menor nível registrado pelo levantamento desde o início da série, em maio.
O levantamento mais recente ouviu 1.914 eleitores entre 28 de agosto e 1º de setembro. A margem de erro informada é de 2,6 pontos percentuais para mais ou para menos. Além da avaliação do presidente, a pesquisa mediu a percepção sobre a economia, as tarifas e as eleições de meio de mandato.
A aprovação de Trump está caindo, até mesmo entre republicanos
Aprovação de Trump recua entre eleitores
O índice de 33% considera os eleitores registrados consultados pela Focaldata. A queda mensal de três pontos levou a aprovação de Trump ao menor patamar observado pela pesquisa até agora.
O apoio dentro do Partido Republicano também diminuiu. Entre os republicanos, 72% aprovam o desempenho do presidente, uma redução superior a dois pontos percentuais e o pior resultado desse grupo na série.
O material divulgado não apresenta outros levantamentos para comparação. Por isso, os números descrevem a fotografia captada pela pesquisa da Focaldata, sem permitir concluir, isoladamente, sobre uma tendência geral de todas as pesquisas de opinião nos Estados Unidos.
Eleitores avaliam piora na economia
Quase dois terços dos eleitores ouvidos disseram que a economia americana está no caminho errado. A percepção negativa também aparece quando os entrevistados avaliam a própria situação financeira.
Segundo o levantamento, 57% afirmaram estar em condição financeira pior sob o governo Trump. O dado associa a avaliação do presidente à experiência econômica relatada pelos eleitores consultados.
Entre os republicanos, 53% aprovam a atuação de Trump na criação de empregos e na economia. O percentual caiu quase oito pontos em relação ao mês anterior, de acordo com a pesquisa.
Tarifas enfrentam resistência eleitoral
A pesquisa também mediu a opinião sobre a política tarifária do governo. Cinquenta e seis por cento dos eleitores registrados disseram ser contra a imposição de uma tarifa de 50% sobre produtos canadenses.
A rejeição supera 60% entre os eleitores independentes. Entre os republicanos, quase um terço também se opõe à medida mencionada no levantamento.
Os dados indicam que a resistência às tarifas não se limita a um único grupo partidário. No entanto, a pesquisa não detalha, no material fornecido, as razões apresentadas pelos entrevistados para apoiar ou rejeitar a política.
Democratas abrem vantagem para o Congresso
Na intenção de voto para o Congresso americano, os democratas aparecem com vantagem de 7,5 pontos percentuais sobre os republicanos entre os eleitores consultados.
A disputa se relaciona às eleições de meio de mandato, previstas no material como um dos pontos de preocupação para o Partido Republicano. O levantamento não informa os percentuais brutos de intenção de voto de cada partido, apenas a diferença entre eles.
Essa vantagem representa o cenário encontrado pela pesquisa no período de campo, entre 28 de agosto e 1º de setembro. Ela não equivale a uma previsão de resultado eleitoral, já que o próprio levantamento registra a opinião dos eleitores naquele momento.
Eleitores relacionam Trump à disputa
Quarenta e seis por cento dos eleitores disseram acreditar que Trump dificulta a vitória de candidatos republicanos em novembro. O grupo inclui mais da metade dos eleitores independentes, segundo o material.
Entre os independentes, 47% afirmaram que o apoio do presidente a um candidato os deixaria menos propensos a votar nessa pessoa. O resultado mostra uma avaliação negativa do impacto eleitoral do endosso presidencial nesse segmento.
A pesquisa não informa qual seria o efeito do apoio de Trump entre republicanos ou democratas. Dessa forma, os dados disponíveis permitem analisar apenas o resultado apresentado para os independentes e o conjunto de eleitores.
Levantamento informa período e margem
A série da Focaldata para o Financial Times começou em maio deste ano, conforme o material da pauta. A edição mais recente teve trabalho de campo realizado durante cinco dias, de 28 de agosto a 1º de setembro.
Foram entrevistados 1.914 eleitores registrados. A margem de erro informada é de 2,6 pontos percentuais para mais ou para menos, parâmetro que deve ser considerado na leitura das diferenças entre os resultados.
Como o dossiê não traz informações adicionais sobre a amostragem, a forma de entrevista ou a distribuição regional dos participantes, esses aspectos não podem ser detalhados. Os resultados, portanto, devem ser interpretados conforme a metodologia e os limites apresentados pela própria pesquisa no material fornecido.


