Prescrições de GLP-1 para crianças nos EUA avançam

Análise da NYU Langone Health identificou alta de 0,03% para 9,3% entre pacientes de 8 a 11 anos com obesidade e sem diabetes desde 2019.

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Redação
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Um estudo divulgado, nesta sexta-feira (4), na Reuters, aponta que as prescrições de medicamentos para perda de peso à base de GLP-1 entre crianças menores de 12 anos nos Estados Unidos aumentaram mais de 300 vezes desde 2019 • Reuters
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As prescrições de GLP-1 para crianças de 8 a 11 anos com obesidade e sem diabetes aumentaram nos Estados Unidos desde 2019, segundo análise divulgada pela NYU Langone Health. A proporção passou de 0,03% naquele ano para 9,3% até junho, conforme os dados reportados.

A pesquisa examinou mais de 3,5 milhões de crianças nessa faixa etária. Ao todo, 20.282 receberam medicamentos à base de GLP-1 durante o período analisado, em um movimento associado à busca médica por opções de tratamento para obesidade em pacientes mais jovens.

Dados mostram avanço nas prescrições

A mudança de 0,03% para 9,3% representa uma elevação superior a 300 vezes na participação das prescrições de medicamentos à base de GLP-1 entre as crianças avaliadas. Os números se referem ao grupo de 8 a 11 anos com obesidade e sem diabetes.

O levantamento da NYU Langone Health incluiu mais de 3,5 milhões de pacientes. Portanto, os 20.282 casos de prescrição informados no estudo devem ser lidos dentro desse universo específico, e não como uma estimativa de todas as crianças dos Estados Unidos.

O material disponível não detalha o desenho completo da pesquisa, a distribuição das prescrições ao longo dos anos nem a publicação científica original. Ainda assim, o dado central indica expansão acelerada do uso desses remédios no recorte analisado.

Tratamentos alcançam pacientes com quadros graves

Segundo a análise, 94% das crianças que receberam prescrição de GLP-1 apresentavam obesidade grave. Além disso, cerca de 65% tinham ao menos uma condição de saúde associada.

Entre as condições citadas estão colesterol alto, pressão alta e apneia do sono. Dessa forma, os dados indicam que as prescrições se concentraram majoritariamente em pacientes com maior gravidade clínica ou com problemas relacionados à obesidade.

O texto não informa quantas crianças tinham cada uma dessas condições, nem esclarece se havia mais de um diagnóstico associado por paciente. Também não apresenta resultados sobre perda de peso, efeitos adversos ou acompanhamento após a prescrição.

Wegovy lidera os medicamentos citados

A Wegovy, da Novo Nordisk, foi o medicamento mais prescrito entre os casos identificados, de acordo com o levantamento. Profissionais também prescreveram Saxenda, igualmente da Novo Nordisk, e Zepbound, da Eli Lilly.

Os três produtos citados no material são medicamentos à base de GLP-1 usados em tratamentos voltados à perda de peso. O texto explica que o GLP-1 é um hormônio produzido naturalmente pelo intestino.

Esse hormônio ajuda a controlar o açúcar no sangue, aumenta a sensação de saciedade e reduz o apetite, segundo a descrição apresentada. No entanto, a análise reportada não compara os resultados entre Wegovy, Saxenda e Zepbound.

Diretrizes admitem uso a partir dos 8 anos

Os medicamentos mencionados não têm aprovação para uso em crianças menores de 12 anos, segundo o material que reporta o estudo. Ao mesmo tempo, as diretrizes clínicas citadas permitem seu emprego no tratamento da obesidade a partir dos 8 anos.

Essa distinção ajuda a explicar por que houve prescrições no grupo de 8 a 11 anos analisado. O uso nessa faixa etária, porém, exige avaliação médica, pois envolve pacientes que estão abaixo da idade de aprovação indicada no texto para esses produtos.

O material não especifica quais diretrizes clínicas embasaram essa possibilidade, quais critérios médicos orientaram cada prescrição ou como ocorreu o monitoramento dos pacientes. Por isso, os dados sustentam a descrição da tendência de uso, mas não permitem concluir sobre condutas individuais.

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