O alerta dos EUA sobre doenças diarreicas em Cuba aponta um aumento significativo dos casos, segundo comunicado da Embaixada dos Estados Unidos em Havana divulgado na sexta-feira (4). A representação associou o cenário à deterioração contínua da infraestrutura de água e energia na ilha.
O aviso foi dirigido a viajantes e moradores. Segundo a embaixada, as falhas nos serviços comprometem o abastecimento de água, a conservação de alimentos e o controle de temperatura.
O alerta ocorre em meio às sanções americanas e ao bloqueio de remessas de combustível mencionado no material. Especialistas em direitos humanos nomeados pela ONU afirmaram, em agosto, que as consequências humanitárias podem evoluir para uma crise mais ampla.
Embaixada relata avanço de casos
A Embaixada dos EUA afirmou ter registrado um “aumento significativo de doenças diarreicas em Cuba”. No comunicado, a missão vinculou a situação às condições da infraestrutura de água e energia.
De acordo com o alerta, a deterioração desses sistemas atinge etapas essenciais do cotidiano. Entre elas estão o fornecimento de água, o armazenamento de alimentos e a manutenção de temperaturas adequadas.
O texto não apresenta números de casos, recortes por província ou dados sobre internações. Assim, o aviso descreve uma avaliação da embaixada, sem dimensionar estatisticamente a incidência das doenças.
Falhas afetam água e alimentos
O comunicado orientou cautela com alimentos perecíveis que possam ter sido guardados de forma inadequada. Além disso, recomendou evitar produtos que aparentem ter permanecido em temperatura ambiente por períodos prolongados.
A recomendação se concentra nos riscos ligados à conservação dos alimentos. Sem refrigeração e com dificuldades no controle de temperatura, esse cuidado ganha relevância para moradores e viajantes, conforme o alerta americano.
Moradores de diferentes regiões de Cuba relatam há meses doenças com diarreia, febre e dores no corpo, segundo o material. Os sintomas, ainda conforme esses relatos, deixam algumas pessoas acamadas por vários dias.
Bloqueio agrava crise energética
O alerta foi divulgado nove meses depois de a administração de Donald Trump impor um bloqueio ao fornecimento de combustível para Cuba, segundo o material. A medida teria contribuído para o aumento dos cortes de energia na ilha.
Os apagões, que podem durar dias, dificultam a refrigeração de alimentos e medidas de higiene em casas e estabelecimentos comerciais. Ao mesmo tempo, o texto destaca o desconforto provocado pela falta de ar-condicionado ou ventiladores durante o verão caribenho.
O governo Trump sustenta que as sanções buscam pressionar por uma mudança no governo cubano. Essa política se insere em uma disputa mantida pelos Estados Unidos desde a Revolução Cubana de 1959, liderada por Fidel Castro.
ONU adverte sobre efeitos humanitários
Especialistas em direitos humanos nomeados pela ONU classificaram o bloqueio de combustível como violação do direito internacional, segundo o material. Em agosto, o grupo também alertou para a possibilidade crescente de surtos de doenças à medida que os Estados Unidos ampliam as sanções.
Na avaliação dos especialistas, o impacto humanitário já pode avançar para uma crise generalizada. Eles citaram ameaças aos direitos à saúde, à vida, à alimentação e ao desenvolvimento.
A administração Trump, por outro lado, classificou Cuba como uma ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos. Portanto, o alerta sanitário ocorre em um contexto de posições opostas sobre os efeitos e os objetivos das medidas adotadas por Washington.


