A professora de direito Paula Zambelli Salgado Brasil, irmã mais velha da ex-deputada Carla Zambelli, declarou apoio ao presidente Lula (PT) no segundo turno das eleições de 2026, contra Flávio Bolsonaro (PL). A decisão tornou pública uma divergência política já conhecida na família associada à direita bolsonarista.
Paula afirmou que deseja impedir o retorno do grupo político ao Planalto por considerar essa possibilidade um retrocesso. Apesar do posicionamento, ela diz preservar relações pessoais com a irmã e outros familiares, distinguindo divergência eleitoral de vínculos afetivos.
A escolha de Paula
Em publicação nas redes sociais, a professora afirmou que votará no número 13 em 25 de outubro. Seu posicionamento contrasta com o apoio político de Carla Zambelli a Flávio Bolsonaro, candidato do PL no segundo turno.
Paula se apresentou publicamente como uma integrante da família Zambelli que vota em Lula. Ela explicou que decidiu abandonar o silêncio para expor suas próprias ideias, sem permitir que a atuação da irmã fosse tomada como representação de toda a família.
Em entrevista, classificou a volta do bolsonarismo ao poder como um retrocesso. A avaliação é uma posição política pessoal da professora, não uma conclusão institucional ou um prognóstico objetivo sobre um eventual governo.
A declaração acontece na reta final da campanha presidencial, em um momento de intensa mobilização de apoiadores de Lula e Flávio Bolsonaro antes da votação do segundo turno.
Motivos apresentados por ela
Paula relatou preocupação com o tratamento dispensado a grupos vulneráveis e afirmou ter visto pessoas próximas sofrerem discriminação durante o governo de Jair Bolsonaro. Citou especificamente amigos homossexuais, refugiados e imigrantes.
A professora, que tem formação acadêmica na área de políticas migratórias, afirmou temer a retomada de debates sobre garantias constitucionais que considera consolidadas, incluindo competências do Supremo Tribunal Federal e direitos fundamentais.
Em uma de suas manifestações, disse que não queria voltar a ver pessoas queridas sofrendo por causa de sua condição social ou de sua identidade. Ela apresenta esses relatos como experiências pessoais que fundamentam seu voto.
Diferenças dentro da família
Paula afirma manter relação cordial com a mãe, Rita Zambelli, que foi candidata a deputada federal pelo PL, e também com Carla, apesar de posições políticas opostas.
A professora contou que decidiu dar mais visibilidade ao sobrenome Brasil, mantido após o divórcio, enquanto a irmã adotava publicamente Zambelli em sua trajetória política. A escolha também representa uma maneira de marcar independência de convicções.
No livro autobiográfico de Carla, a ex-deputada descreve a irmã como alguém de opiniões frequentemente contrárias às suas. Mesmo assim, apresenta lembranças de proximidade familiar e reconhece qualidades pessoais e acadêmicas de Paula.
Situação de Carla Zambelli
Carla Zambelli vive na Itália e enfrenta processo de extradição relacionado às condenações recebidas no Brasil. Sua situação judicial constitui um tema distinto da manifestação de voto apresentada pela irmã.
A ex-deputada foi condenada em processos envolvendo porte ilegal de arma e invasão de sistemas do Judiciário. A tramitação de pedidos e recursos no exterior depende das autoridades competentes e não é alterada pela declaração política de Paula.
A manifestação de Paula chama atenção pela diferença de posicionamento dentro de uma família politicamente identificada, mas não permite inferir como outros parentes irão votar nem aponta mudança formal de apoio de Carla Zambelli.
O segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro está marcado para domingo, 25 de outubro de 2026, data citada pela professora ao anunciar publicamente seu voto.
