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Um grupo de 1.200 docentes da Universidade de São Paulo (USP) entregou ao vice-presidente Geraldo Alckmin uma carta de apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O documento reúne professores de diferentes áreas e defende a continuidade do atual governo na disputa presidencial de 2026.

A mobilização foi articulada por uma comissão liderada por Adrian Fanjul, diretor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas. A carta, intitulada “Docentes da USP, Pela Vida, Contra a Barbárie”, explicita críticas ao governo de Jair Bolsonaro e aponta riscos que os signatários associam ao retorno do bolsonarismo ao poder.

Carta chega a Alckmin

A entrega ao vice-presidente é o gesto político central da iniciativa. Os participantes levaram ao integrante da chapa de Lula um manifesto coletivo que toma partido na reta final da campanha presidencial, em vez de formular reivindicações administrativas dirigidas à universidade.

O número informado de 1.200 assinaturas se refere aos docentes que subscreveram o documento. Não representa uma posição institucional da USP: a universidade possui instâncias próprias de deliberação, enquanto o abaixo-assinado expressa a opinião de seus signatários.

A formulação escolhida para o título do manifesto vincula a campanha eleitoral a uma avaliação mais ampla de direitos e das políticas públicas. A comissão organizadora é identificada na divulgação do documento, o que distingue a iniciativa de uma declaração anônima distribuída nas redes.

Docentes apontam riscos

Os signatários afirmam que a volta do bolsonarismo seria “catastrófico para as universidades, a ciência, a educação, a saúde pública, o meio ambiente, a democracia, a soberania e o direito à vida”. A expressão integra o posicionamento político do grupo, e não um prognóstico estabelecido por uma pesquisa científica.

No texto, os professores fazem referências ao aumento do desmatamento, à inflação, ao desemprego e à falta de recursos para universidades durante a gestão Bolsonaro. Também citam a condução da pandemia de Covid-19 como um dos motivos para rejeitar o projeto político adversário.

As críticas relacionam áreas distintas do poder público, da preservação ambiental à proteção social. A associação desses temas busca demonstrar por que docentes de campos de conhecimento diferentes decidiram participar de uma mesma manifestação eleitoral.

A carta não apresenta a lista de indicadores usados pelos signatários na divulgação noticiada, por isso a atribuição dessas avaliações deve permanecer claramente vinculada ao documento e não ser convertida em conclusão independente sobre todos os períodos comparados.

Nomes assinam manifesto

Entre os professores e intelectuais que endossam a carta estão Lilia Schwarcz, Renato Janine Ribeiro e Carlos Nobre, nomes associados respectivamente à história, filosofia e pesquisa climática. A presença desses signatários ajuda a mostrar a diversidade das áreas acadêmicas representadas.

O grupo de apoiadores também inclui Eugênio Bucci, André Singer, Raquel Rolnik, Paulo Sérgio Pinheiro, Kabengele Munanga e Suely Vilela. Esses nomes foram apresentados entre os apoiadores da manifestação entregue à campanha.

A adesão de personalidades conhecidas não altera a natureza do documento: trata-se de uma manifestação de professores, e não de uma decisão colegiada da reitoria, das faculdades ou dos órgãos centrais da universidade.

Apoio na reta final

A carta foi divulgada na semana do segundo turno, quando campanhas, sindicatos, associações e grupos profissionais intensificam manifestações públicas de preferência eleitoral. A posição dos docentes integra esse ambiente de mobilização em torno das duas candidaturas.

Ao escolher Alckmin como destinatário, os professores dirigiram seu posicionamento a um representante direto da chapa apoiada. O vice-presidente participa da articulação política da campanha de reeleição de Lula.

Não foram divulgados, na reportagem de origem, detalhes sobre uma eventual resposta formal de Alckmin ao conteúdo do manifesto. O dado confirmado é a entrega da carta, com o número de assinaturas e os nomes divulgados pela comissão organizadora.

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