O dólar terminou esta segunda-feira (19) em queda, negociado perto de R$ 5,047, enquanto o Ibovespa recuou 0,17%, para 205.079 pontos. O fechamento contrariou a expectativa criada durante momentos de valorização das ações ao longo do pregão, em uma semana marcada pela proximidade do segundo turno presidencial, marcado para 25 de outubro.
A moeda americana perdeu aproximadamente meio por cento diante do real, segundo levantamentos de fechamento que apontaram pequenas diferenças de arredondamento. A Bolsa, por sua vez, foi pressionada principalmente pelo desempenho de ações de peso, como Petrobras, em um dia de oscilações dos preços do petróleo e cautela com a trajetória da economia brasileira.
Dólar encerra abaixo de R$ 5,10
O preço de fechamento do dólar à vista ficou próximo de R$ 5,047. Há pequenas diferenças entre os percentuais de queda informados por serviços financeiros, de aproximadamente 0,49% a 0,51%, sem alterar a direção do movimento. O patamar é uma cotação de mercado e não corresponde à taxa praticada por bancos e casas de câmbio para consumidores.
A valorização do real ocorreu apesar da força registrada pelo dólar diante de algumas moedas internacionais. Operadores acompanharam os juros dos títulos do Tesouro americano e as expectativas em relação aos próximos passos da política monetária dos Estados Unidos, que afetam a movimentação de capitais em países emergentes.
No Brasil, os investidores também observaram o boletim Focus, que reúne projeções de instituições financeiras. As revisões de expectativas para inflação e crescimento econômico serviram de referência para contratos de juros futuros, cujas taxas oscilaram menos que os preços de algumas ações.
Petrobras pressiona o Ibovespa
O principal índice da Bolsa brasileira encerrou o pregão aos 205.079 pontos, baixa de 0,17%, depois de não sustentar o movimento positivo observado anteriormente. A queda de ações ligadas ao petróleo contribuiu para neutralizar ganhos de setores que tiveram desempenho melhor durante o dia.
O recuo nas cotações do petróleo no exterior atingiu companhias de energia. A realização de lucros também foi mencionada entre os fatores que pesaram sobre papéis como os da Petrobras. Como o Ibovespa é calculado de forma ponderada, movimentos de grandes empresas podem influenciar o índice mesmo quando outras ações sobem.
Empresas de varejo e construção civil tiveram valorizações pontuais, entre elas Azzas e MRV, em meio a avaliações favoráveis de analistas. O contraste explica por que o desempenho do índice não traduz necessariamente a direção seguida por todos os setores no mesmo pregão.
| Fechamento de 19 de outubro de 2026 | ||
|---|---|---|
| Indicador | Resultado | Variação |
| Dólar à vista | R$ 5,047 | Cerca de -0,5% |
| Ibovespa | 205.079 pontos | -0,17% |
Fonte: Dados de fechamento do mercado financeiro.
Pesquisa entra no radar
A poucos dias da votação decisiva, o mercado acompanhou pesquisa BTG/Nexus que apontou empate técnico entre Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva. O levantamento apresentou 50,3% para o senador e 49,7% para o presidente no cenário citado, resultado que não representa confirmação antecipada do desfecho eleitoral.
Os dois candidatos participaram no domingo (18) de um debate televisivo marcado por acusações e perguntas sobre questões econômicas e políticas. Investidores procuram sinais sobre política fiscal, composição de equipes e prioridades para o próximo mandato, mas o comportamento diário dos ativos não pode ser atribuído automaticamente a um único episódio da campanha.
Analistas também monitoram decisões futuras sobre juros, gastos públicos e crescimento. A aproximação do segundo turno intensifica a circulação de pesquisas e declarações, ao mesmo tempo que fatores externos seguem influenciando câmbio e Bolsa.
Bolsas americanas têm desempenho misto
Em Wall Street, o S&P 500 e o Nasdaq avançaram, enquanto o Dow Jones teve pequena retração no pregão de segunda-feira. O movimento refletiu diferenças entre setores e as expectativas para novos resultados corporativos, principalmente de grandes empresas de tecnologia.
A temporada de balanços de companhias dos Estados Unidos e o calendário do Federal Reserve também permaneceram no radar de gestores de recursos. Mudanças nos rendimentos dos títulos americanos podem alterar o apetite por risco e o fluxo de recursos para mercados emergentes, inclusive o Brasil.
Além da política, a trajetória do petróleo, a divulgação de indicadores domésticos e as projeções de inflação devem continuar sendo acompanhadas pelos operadores nos dias anteriores ao segundo turno, previsto para domingo, 25 de outubro.
