A Embraer registrou a entrega de 66 aeronaves no terceiro trimestre de 2026, o que representa o melhor desempenho para o período em toda a história da companhia. O balanço foi divulgado por meio de fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários e aponta um crescimento de 6% na comparação com o mesmo intervalo do ano anterior, além de uma alta de 2% frente ao segundo trimestre.
No acumulado dos primeiros nove meses de 2026, o volume total de aeronaves entregues chegou a 175 unidades. O desempenho consolidado sinaliza um aumento de 14% em relação às 153 entregas computadas em igual intervalo de 2025. Segundo a fabricante brasileira, o avanço reflete o impacto positivo de iniciativas voltadas ao nivelamento da linha de produção.
Crescimento na aviação comercial
Na divisão de aviação comercial, a companhia contabilizou a entrega de 22 aeronaves durante o terceiro trimestre de 2026. O montante é composto por 11 unidades do modelo E175 e outras 11 aeronaves pertencentes à família E2. O volume da unidade apresentou expansão de 10% tanto na leitura trimestral quanto na anual, superando os 20 jatos entregues nas bases de comparação anteriores.
O desempenho operacional da divisão tem sido impulsionado pela demanda constante por jatos regionais e por ajustes na eficiência fabril. A estabilidade na cadência de entregas permite à empresa otimizar o fluxo de caixa e cumprir cronogramas firmados com companhias aéreas de diferentes regiões do mundo ao longo dos últimos meses.
A continuidade nos despachos de aeronaves comerciais reforça a posição competitiva da fabricante no mercado global de aviação civil. A empresa segue monitorando o cenário internacional de fornecimento de componentes para assegurar a manutenção dos prazos contratados com os clientes.
Desempenho da aviação executiva
O segmento de aviação executiva respondeu por 41 jatos entregues ao longo do trimestre encerrado em setembro, mantendo patamar estável na comparação anual. A administração associou o resultado ao programa contínuo de nivelamento da produção, estratégia implementada para atenuar a forte concentração de entregas historicamente registrada nos segundos semestres.
A companhia atribuiu o resultado ao avanço de iniciativas para nivelamento da produção.”
Embraer
Essa reestruturação produtiva adotada nos últimos dois anos busca distribuir de maneira mais equilibrada o fluxo de faturamento e o uso da capacidade industrial. Com isso, a empresa evita gargalos operacionais típicos de períodos de pico e melhora o atendimento aos operadores de jatos executivos de médio e grande porte.
A estabilidade nas entregas executivas demonstra a resiliência da demanda por aeronaves particulares, mesmo diante de oscalhadas condições econômicas globais. Clientes corporativos e operadores privados continuam renovando suas frotas de acordo com o planejamento logístico da fabricante.
Aeronaves de defesa e segurança
Na área de defesa e segurança, a fabricante brasileira reportou a entrega de três aeronaves no terceiro trimestre. O volume englobou uma unidade do cargueiro militar KC-390 Millennium e duas aeronaves de treinamento e ataque leve A-29 Super Tucano, registrando avanço frente à única unidade entregue em igual período do ano passado.
O programa do KC-390 tem despertado interesse em diferentes mercados internacionais devido a contratos firmados com países aliados e membros da OTAN. A capacidade multi missão da aeronave consolida o produto como um dos principais ativos da base industrial de defesa do país.
A produção e entrega de aeronaves militares exigem rigorosos testes de homologação e certificação, cujos prazos são coordenados diretamente com as forças armadas compradoras. A expansão no trimestre evidencia o ritmo constante das linhas de montagem voltadas ao setor de defesa.
Projeções mantidas para 2026
Diante dos resultados acumulados até setembro, a diretoria da Embraer confirmou a manutenção das expectativas de entrega para o encerramento do exercício de 2026. A companhia projeta alcançar entre 80 e 85 aeronaves na aviação comercial, além de um intervalo de 160 a 170 unidades destinadas ao setor de aviação executiva.
De acordo com os cálculos divulgados pela própria empresa, os pontos médios estabelecidos nas faixas de projeção indicam um crescimento anual estimado de 6% em ambos os segmentos de atuação. O guidance reflete a confiança na capacidade de execução industrial até o final do quarto trimestre.
O cumprimento dessas metas consolidará um dos ciclos mais estáveis da história recente da fabricante. Analistas do setor acompanham os desdobramentos operacionais e financeiros enquanto a companhia avança para fechar o ano fiscal dentro dos parâmetros anunciados ao mercado.


