Espaço aéreo sem rádio: o que a FAB revelou sobre o voo de Rick

Aeronave que caiu em Santa Catarina estava em trecho sem exigência de contato com o controle de tráfego, esclarece a Força Aérea.

Da
Redação
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A Força Aérea Brasileira acompanha as investigações conduzidas pelo Cenipa sobre o acidente em Santa Catarina.
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A Força Aérea Brasileira (FAB) informou que o helicóptero que transportava o cantor Rick, da dupla Rick & Renner, e caiu em Santa Catarina realizava o trajeto em espaço aéreo não controlado. O acidente ocorreu no dia 22 de setembro e vitimou cinco pessoas na região serrana do estado, mobilizando grandes equipes de resgate.

Segundo os órgãos de aviação civil e militar, o modelo Bell 430, de prefixo PP-MGR, decolou às 10h30 de um aeródromo em Porto Belo com destino a Criciúma. Os destroços da aeronave foram encontrados apenas no segundo dia de buscas, em uma área de difícil acesso localizada em Urubici.

Trajeto sem controle direto

No espaço aéreo não controlado onde o helicóptero voava, não existe exigência legal de contato contínuo com os órgãos de controle de tráfego aéreo. No entanto, informações básicas sobre o plano de voo foram repassadas ao Serviço de Informação de Voo Curitiba, vinculado diretamente ao CINDACTA II.

A estrutura de tráfego da região presta serviços essenciais de alerta e informações de segurança para os comandantes, mas não assume o controle direto das aeronaves da mesma forma que ocorre em rotas monitoradas por radares de aproximação nas grandes capitais.

A FAB destacou oficialmente que, até o momento da divulgação, não há qualquer indicação de relação direta entre essa condição do espaço aéreo e a queda da aeronave. As investigações detalhadas continuam sob a inteira responsabilidade do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).

Buscas e caixa-preta

O local do impacto exigiu um esforço rigoroso e prolongado das equipes de resgate, com bombeiros precisando caminhar por cerca de três horas em terreno acidentado na Serra Catarinense. A operação mobilizou dezenas de profissionais de segurança pública e defesa civil da região.

Durante a varredura minuciosa nos destroços, as equipes especializadas localizaram a caixa-preta da aeronave executiva. O equipamento de registro de voo foi imediatamente encaminhado para o Laboratório de Leitura e Análise de Dados de Gravadores de Voo, localizado em Brasília.

Os peritos buscam extrair informações técnicas capazes de reconstruir os instantes finais da viagem e auxiliar na compreensão exata dos fatores que provocaram o acidente aéreo na Serra.

Vítimas da tragédia

O acidente aéreo resultou na morte trágica de cinco ocupantes que estavam a bordo da aeronave. Além do cantor Rick, perderam a vida o empresário Bruno Avelar e o videomaker Paulo Soares, que acompanhavam a viagem de trabalho.

A tripulação era formada pelo piloto Antonio Roberto Nóbrega Araújo e pelo copiloto Leopoldo de Barros. Todos os corpos foram resgatados com apoio das forças locais e submetidos aos procedimentos legais necessários antes da liberação.

A partida repentina dos ocupantes causou forte comoção no meio artístico nacional e entre milhares de fãs da dupla sertaneja, que possui uma longa e marcante trajetória na história da música brasileira.

Cenipa investiga causas

O Cenipa prossegue com o trabalho técnico de apuração das causas, examinando vestígios materiais, condições meteorológicas registradas no dia e os dados recuperados dos equipamentos de bordo. O órgão militar ressalta que investigações aeronáuticas exigem rigor metodológico e contínuo para evitar novos acidentes.

As equipes técnicas analisam diversos fatores operacionais e ambientais que podem ter influenciado o voo desde a decolagem em Porto Belo até o impacto na Serra Catarinense. Esse procedimento padrão garante a transparência necessária para a aviação civil nacional.

Novos desdobramentos sobre a tragédia deverão ser divulgados à medida que os laudos periciais do laboratório em Brasília forem concluídos e integrados ao relatório final do órgão investigador.

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