A forte alta dos gastos estrangeiros que impulsionou o turismo em agosto

Banco Central revela avanço histórico nas divisas internacionais enquanto o setor acumula bilhões no ano

Da
Redação
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Movimento de visitantes estrangeiros impulsionou o faturamento do setor turístico brasileiro em agosto.Reprodução/CNN Brasil
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Os gastos de turistas internacionais no Brasil registraram o maior valor da história para o mês de agosto ao alcançarem a marca de R$ 4,8 bilhões, o equivalente a US$ 932 milhões. Os dados oficiais foram divulgados nesta segunda-feira pelo Banco Central e apontam um crescimento expressivo de 17% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

No acumulado dos oito primeiros meses de 2026, o volume financeiro deixado pelos visitantes estrangeiros somou R$ 38,7 bilhões, superando os R$ 35 bilhões registrados no mesmo intervalo de 2025. O desempenho consolida uma sequência de altas no setor e reflete a expansão tanto no lazer quanto nos negócios.

Entrada recorde de estrangeiros

O avanço no volume financeiro acompanhou diretamente a expansão do fluxo de visitantes internacionais que ingressaram no país. Entre janeiro e agosto de 2026, o Brasil recebeu um total de 6.451.257 turistas estrangeiros, mantendo patamares históricos elevados de movimentação nas fronteiras e aeroportos.

Apenas no mês de agosto, o país contabilizou a chegada de 576.276 visitantes do exterior. O número representa o maior volume já catalogado para o mês específico desde o início da série histórica monitorada pelo Banco Central, iniciada no ano de 2009.

Para o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, os patamares alcançados demonstram o fortalecimento simultâneo de diferentes frentes da economia nacional. Os resultados que estamos alcançando mostram que o turismo brasileiro está crescendo em várias frentes, destacou ao avaliar o impacto positivo do fluxo sobre as diversas regiões.

É um movimento que fortalece toda a cadeia, amplia a circulação de renda e cria novas oportunidades para destinos, empresas e trabalhadores em todas as regiões.”

Gustavo Feliciano

Aviação doméstica supera marcas

O mercado interno de transporte aéreo também apresentou indicadores expressivos ao longo do ano. Nos primeiros oito meses de 2026, a aviação civil brasileira transportou pela primeira vez mais de 68 milhões de passageiros em rotas nacionais, o que representa uma alta de 4% sobre o mesmo período do ano passado.

O mês de agosto também quebrou recorde específico no setor aéreo doméstico, registrando a marca de 8,93 milhões de passageiros transportados. A expansão da malha e a maior procura por voos internos sustentam o aquecimento das viagens pelo país.

A circulação intensa de passageiros contribui para a descentralização de recursos e fomenta a economia de cidades voltadas tanto para o turismo tradicional quanto para eventos corporativos.

A compilação dos valores em moeda nacional foi realizada pelo Ministério do Turismo com base na cotação oficial divulgada pelo Banco Central na data do balanço.

Turismo corporativo fatura alto

Além do turismo de lazer, o segmento corporativo registrou o maior faturamento da história para o acumulado de janeiro a agosto. O setor movimentou R$ 9,75 bilhões no período, consolidando uma alta de 8,21% em relação aos resultados obtidos no mesmo intervalo de 2025.

O aquecimento das viagens de negócios reforça a recuperação econômica e amplia a demanda por serviços hoteleiros, centros de convenções e transporte especializado em grandes capitais e polos regionais.

A diversificação das motivações de viagem tem sido apontada por especialistas como um dos pilares para a sustentabilidade dos recordes registrados pelo setor ao longo de todo o ano de 2026.

Crescimento consolida o setor

A expansão consolidada do turismo internacional e doméstico recoloca o Brasil em uma rota de maior competitividade no mercado global de viagens. O aumento na arrecadação e no fluxo de pessoas impacta diretamente a cadeia de serviços, comércio e infraestrutura em dezenas de destinos turísticos.

As projeções oficiais indicam que a tendência de alta deve se manter nos próximos meses, impulsionada pelas temporadas de eventos e pelas festividades de fim de ano em diversas regiões do país.

O acompanhamento contínuo dos dados econômicos pelo Banco Central e pelo Ministério do Turismo permite mensurar com precisão o impacto do setor na geração de emprego e renda.

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